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12 de dezembro de 2008

O Adventisto e suas Doutrinas Bíblicas

Quem somos?
a igreja adventista do sétimo dia cresce diariamente acrescentando ao seu rol de membros uma nova pessoa a cada 48 segundos, através do batismo; e organiza cinco novas congregações a cada dia.

Deus
os adventistas baseiam a sua fé em Deus como revelado através de Jesus Cristo e como é mostrado pela Bíblia, inspirada pelo Espírito Santo.


fé significa depositar confiança completa em Deus, aceitando a Sua oferta de salvação. esta fé é fundamental para os adventistas de acordo com suas convicções. esta fé requer uma relação viva e atuante com Deus é essencial.

A Bíblia
escrita no decorrer de 2 milênios, a Bíblia apresenta a verdade essencial sobre Deus. o Espírito Santo inspirou os escritores humanos para revelarem o caráter de Deus e o plano da salvação. a Bíblia explica a natureza de Deus e o modo como os Seus seguidores se comportarão como resultado da relação direta e íntima com Ele.

O evangelho
o coração da doutrina adventista é a mensagem do evangelho, das boas novas da salvação. por causa da morte de Jesus, nós, seres humanos, estamos livres do poder acusador do nosso pecado e podemos nos reconciliar com Deus com a esperança de um dia vivermos eternamente com Ele.

Criação
criador do universo, Cristo formou nosso mundo em sete dias. criou o primeiro homem e a primeira mulher da terra e todos os demais seres viventes através de Sua palavra. ao terminar o Seu trabalho criativo, Deus instituiu o sábado como dia sagrado de celebração e adoração.

O sábado sagrado
o sábado sagrado, sétimo dia da semana, foi determinado como uma lembrança do Deus vivo e criador. Ele nos convida para que neste dia especial, descansemos de nossas tarefas e dediquemos tempo à Sua adoração e em Seu louvor. Jesus observou o Sábado enquanto esteve na terra, e os adventistas seguem o exemplo deixado por Ele, guardando fielmente este dia como requer o quarto mandamento da lei de Deus.

O segundo advento
os adventistas aguardam o breve retorno de Jesus Cristo a esta terra como Ele profetizou e prometeu, entretanto, não estabelecem nenhuma data para este evento glorioso, já que a Bíblia é clara em determinar que esta informação só pertence a Deus.

Vida depois da morte e o futuro
os adventistas seguem as palavras de Jesus identificando os que morrem como se estivessem em sono profundo, dormindo, sendo incapazes de qualquer contato com os que ainda estão vivos. os que descansaram confiando no Senhor serão levados para a vida eterna quando Jesus retornar.

Batismo e compromisso
os que escolheram aceitar a palavra Deus como guia para a sua vida, o Seu amor e a morte de Cristo na cruz, demonstram sua convicção através do ato simbólico do batismo (submergidos em água), seguindo o exemplo de Jesus. os adventistas seguem uma vida de compromisso para com Deus e de confiança no Seu plano para nós.

Educação
a igreja adventista opera um dos maiores sistemas educacionais do mundo, e é conhecida por grandes universidades como a de loma linda, nos estados unidos, cujo centro médico é de vanguarda nos tratamentos com equipamentos como o acelerador de próton, inovador para o tratamento contra o câncer. com sua representação educacional distribuída por todo o mundo, os adventistas buscam melhorar a qualidade de vida das pessoas provendo educação integral e treinamento profissional.

Ajuda à comunidade
através do departamento de assistência social, da agência adventista de desenvolvimento e recursos assistenciais (adra), e de inúmeros outros programas, a igreja adventista provê ajuda prática aos socialmente menos favorecidos, preocupando-se com suas necessidades em todos os âmbitos. a igreja também serve à comunidade pela atuação dos diversos clubes de desbravadores que desenvolvem projetos como palestras sobre vida familiar, aconselhamento, e ainda outros programas. além disso, ainda auxiliam na organização de cursos para pessoas que desejam superar vícios a drogas como o álcool e o tabaco, entre outros.

Comunicando esperança
a igreja adventista do sétimo dia comunica esperança, destacando que vida plena e felicidade podem ser encontradas somente a partir de um relacionamento com Jesus, que comunicar o evangelho é um aspecto vital para o crescimento e manutenção da fé e que compartilhar as boas novas do amor de Deus é conseqüência e causa de uma fé viva. para isto a igreja desenvolveu um sistema global de comunicação que inclui satélite, televisão, rádio, casas publicadoras, a internet e fóruns on-line.

O que os adventista do sétimo dia crêem

os adventistas do sétimo dia aceitam a Bíblia como seu único credo e mantêm certas crenças fundamentais como sendo o ensino das escrituras sagradas. estas crenças, da maneira como são apresentadas aqui, constituem a compreensão e a expressão do ensino das escrituras por parte da igreja. eventualmente poderá haver revisões destas declarações numa assembléia da associação geral, quando a igreja é levada pelo Espírito Santo a uma compreensão mais completa da verdade bíblica, ou encontra melhor linguagem para expressar os ensinos da santa palavra de Deus.
se você que está lendo isso, tiver algum problema em compreender alguma das doutrinas aqui apresentadas, não hesite em utilizar o espaço de tirar suas dúvidas teológicas e espirituais oferecido nesta página e caso seu interesse em conhecer o que os adventistas acreditam, participe do curso bíblico on-line. se você é pastor adventista, algum outro oficial da igreja ou até mesmo um leigo interessado e quer discutir alguma das doutrinas aqui apresentadas ou a forma com que aqui foram apresentados, favor encaminhar um e-mail para leo@novotom.com.

I. as escrituras sagradas:
as escrituras sagradas, o antigo e novo testamento, são a palavra de Deus escrita, dada por inspiração divina por intermédio de santos homens de Deus que falaram e escreveram ao serem movidos pelo Espírito Santo. nesta palavra, Deus transmitiu ao homem o conhecimento necessário para a salvação. as escrituras sagradas são a infalível revelação de Sua vontade. constituem o padrão de caráter, a prova de experiência, o autorizado revelador de doutrinas e o registro fidedigno dos atos de Deus na história.
(ii pedro 1:20, 21; ii tim. 3:16, 17; sal. 119:105; prov. 30:5, 6; isa. 8:20; joão 17:17; i tess. 2:13; heb. 4:12)

II. a trindade:
há um só Deus: Pai, Filho, e Espírito Santo, uma unidade de três pessoas coeternas. Deus é imortal, onipotente, onisciente, acima de tudo e sempre presente. Ele é infinito e além da compreensão humana, mas é conhecido por meio de Sua auto-revelação. para sempre é digno de culto, adoração, e serviço por parte de toda criação.
(deut. 6:4; mat. 28:19; ii cor. 13:14; efé. 4:4-6; i pedro 1:2; i tim. 1:17; apoc. 14:7)

III. Deus Pai:
Deus, o Eterno Pai, é o Criador, o Originador, o Mantenedor e o Soberano de toda a criação. Ele é justo e santo, compassivo e clemente, tardio em irar-se, e grande em constante amor e fidelidade. as qualidades e poderes manifestos no Filho e no Espírito Santo também constituem revelações do Pai.
(gen. 1:1; apoc. 4:11; i cor. 15:28; joão 3:16; i joão 4:8; i tim. 1:17; ex. 34:6, 7; joão 14:9)

IV. Deus Filho:
Deus, o Filho Eterno, encarnou-Se em Jesus Cristo. por meio dEle foram criadas todas as coisas, é revelado o caráter de Deus, efetuada a salvação da humanidade e julgado o mundo. sendo para sempre verdadeiramente Deus, Ele se tornou também verdadeiramente homem, Jesus, o Cristo. Ele foi concebido do Espírito Santo e nasceu da virgem maria. viveu, e experimentou a tentação como um ser humano, mas exemplificou perfeitamente a justiça e o amor de Deus. por Seus milagres manifestou o poder de Deus e atestou que era o Messias prometido por Deus. sofreu e morreu voluntariamente na cruz por nossos pecados e em nosso lugar foi ressuscitado dentre os mortos e ascendeu para ministrar no santuário celestial em nosso favor. virá outra vez, em glória, para o livramento final de Seu povo e a restauração de todas as coisas.
(joão 1:1-3, 14; col. 1:15-19; joão 10:30; 14:9; rom. 6:23; ii cor. 5:17-19; joão 5:22; lucas 1:35; filip. 2:5-11; heb. 2:9-18; i cor. 15:3, 4; heb. 8:1, 2; joão 14:1-3)

V. Deus Espírito Santo:
Deus, o Espírito Santo, desempenhou uma parte ativa com o Pai e o Filho na criação, encarnação e redenção. inspirou os escritores das escrituras. encheu de poder a vida de Cristo. atrai e convence os seres humanos; e os que se mostram sensíveis são renovados e transformados por Ele, à imagem de Deus. enviado pelo Pai e pelo Filho para estar sempre com Seus filhos, Ele concede dons espirituais à igreja, a habilita a dar testemunho de Cristo e, em harmonia com as escrituras, guia-a em toda a verdade.
(gen. 1:1, 2; lucas 1:35; 4:18; atos 10:38; ii pedro 1:21; 2 cor. 3:18; efé. 4:11, 12; atos 1:8; joão 14:16-18, 26; 15:26, 27; 16:7-13)

VI. a criação:
Deus é o criador de todas as coisas, e revelou nas escrituras o relato autêntico da Sua atividade criadora. "em seis dias fez o Senhor os céus e a terra" e tudo que tem vida sobre a terra, e descansou no sétimo dia desta primeira semana. assim Ele estabeleceu o sábado como perpétuo monumento comemorativo de Sua esmerada obra criadora. o primeiro homem e mulher foram formados à imagem de Deus como obra-prima da criação. foi-lhes dado domínio sobre o mundo e se lhes atribuiu a responsabilidade de cuidar dele. quando o mundo foi concluído, ele era "muito bom", proclamando a glória de Deus.
(gen. 1; 2; ex. 20:8-11; sal. 19:1-6; 33:6, 9; 104; heb. 11:3)

VII. a natureza do homem:
o homem e a mulher foram formados à imagem de Deus com individualidade e o poder como a liberdade de pensar e agir. conquanto tenham sido criados como seres livres, cada um é uma unidade indivisível de corpo, mente e alma, e dependente de Deus quanto à vida, respiração e tudo o mais. quando os nossos primeiros pais desobedeceram a Deus, eles negaram sua dependência dEle e caíram de sua elevada posição, outrora logo abaixo de Deus. a imagem de Deus, neles, foi desfigurada, e tornaram-se sujeitos à morte. seus descendentes partilharam dessa natureza caída e de suas conseqüências. eles nascem com fraquezas e tendências para o mal. mas Deus, em Cristo, reconciliou consigo o mundo e por meio de Seu Espírito restaura nos mortais penitentes a imagem de seu criador. criados para a glória de Deus, eles são chamados para amá-Lo e uns aos outros, e para cuidar de seu ambiente.
(gên. 1:26-28; 2:7; sal. 8:4-8; atos 17:24-28; gên. 3; salm. 51:5; rom. 5:12-17; ii cor. 5:19 - 20)

VIII. o grande conflito:
toda a humanidade está agora envolvida num grande conflito entre Cristo e satanás, que duvidou do caráter de Deus, de Sua lei e de Sua soberania sobre o universo. este conflito originou-se no céu quando um ser criado, dotado de liberdade de escolha, por exaltação própria tornou-se satanás, o adversário de Deus, e conduziu à rebelião uma terça parte dos anjos. ele introduziu o espírito de rebelião neste mundo, ao induzir adão e eva ao pecado. este pecado humano resultou na deformação da imagem de Deus na humanidade, no transtorno do mundo criado e em sua conseqüente devastação por ocasião do dilúvio mundial. observado por toda a criação, este mundo tornou-se palco do conflito universal, dentro do qual será finalmente vindicado o Deus de amor. para ajudar Seu povo nesse conflito, Cristo envia o Espírito Santo e os anjos leais, para os guiar, proteger e amparar no caminho da salvação.
(apoc. 12:4-9; isa. 14:12- 14; ezeq. 28:12-18; gên. 6-8; ii ped. 3:6; rom. 1:19-32; 5:19-21; 8:19-22; heb. 1:4-14; i cor. 4:9)

IX. vida, morte e ressurreição de Cristo:
na vida de Cristo, de perfeita obediência à vontade de Deus, e em Seu sofrimento, morte e ressurreição, Deus proveu o único meio de expiação do pecado humano, de modo que os que aceitam esta expiação pela fé possam ter vida eterna, e toda a criação compreenda melhor o infinito e santo amor do criador. esta expiação perfeita vindica a justiça da lei de Deus e a benignidade de Seu caráter; pois ela não somente condena o nosso pecado, mas também garante o nosso perdão. a morte de Cristo é substituinte e expiatória, reconciliadora e transformadora. a ressurreição de Cristo proclama a vitória de Deus sobre as forças do mal, e assegura a vitória final sobre o pecado e a morte para os que aceitam a expiação. ela proclama a soberania de Jesus Cristo, diante do qual se dobrará todo joelho, no céu e na terra.
(joão 3:16; isa. 53; ii cor. 5:14, 15 e 19-21; rom. 1:4; 3:25; 4:25; 8:3 e 4; filip. 2:6-11; i joão 2:2; 4:10; col. 2:15)

X. a experiência da salvação:
em infinito amor e misericórdia, Deus fez com que Cristo, que não conheceu pecado, Se tornasse pecador por nós, para que nEle fôssemos feitos justos perante Deus. guiados pelo Espírito Santo, sentimos nossa necessidade, reconhecemos nossa pecaminosidade, arrependemo-nos de nossas transgressões e temos fé em Jesus como Senhor e Cristo, como substituto e exemplo. esta fé que aceita a salvação advém do divino poder da palavra e é dom da graça de Deus. por meio de Cristo somos justificados, adotados como filhos e filhas de Deus e libertados do domínio do pecado. por meio do Espírito, nascemos de novo e somos santificados; o Espírito renova nossa mente, escreve a lei de Deus, a lei de amor, em nosso coração, e recebemos o poder de levar uma vida santa. permanecendo nEle, tornamo-nos participantes da natureza divina e temos a certeza da salvação agora e no juízo final.
(sal. 27:1; isa. 12:2; jonas 2:9; joão 3:16; ii cor. 5:17-21: gál. 1:4; 2:19 e 20; 3:13; 4:4-7; rom. 3:24-26; 4:25; 5:6-10; 8:1-4, 14, 15, 26 e 27; 10:7; i Cor. 2:5; 15:3 e 4; i joão 1:9; 2:1 e 2; efés. 2:5-10; 3:16-19; gál. 3:26; joão 3:3-8; mat. 18:3; i ped. 1:23, 2:21; heb. 8:7-12)

XI. a igreja:
a igreja é a comunidade de crentes que confessam a Jesus Cristo com Senhor e Salvador. em continuidade ao povo de Deus dos tempos do velho testamento, somos chamados para fora deste mundo. nos unimos para prestar culto em e para a comunhão, a instrução na palavra, a celebração da ceia do Senhor, o serviço a toda humanidade e para a proclamação mundial do evangelho. a igreja recebe sua autoridade de Cristo, o qual é a palavra encarnada, e das escrituras, que são a palavras escrita. a igreja é a família de Deus; adotados por Ele como filhos, seus membros vivem com base na nova aliança. a igreja é o corpo de Cristo, uma comunidade de fé, da qual o próprio Cristo é a cabeça. a igreja é a noiva pela qual Cristo morreu para que pudesse santificá-la e purificá-la. em Sua volta triunfal, Ele a apresentará a Si mesmo como igreja gloriosa, os fiéis de todos os séculos, a aquisição de Seu sangue, sem mácula, nem ruga, porém santa e sem defeito.
(gên. 12:3; atos 7:38; mat. 21:43; 16:13-20; joão 20:21 e 22; atos 1:8; rom. 8:15-17; i cor. 12:13-27; efés. 1:15 e 23; 2:12; 3:8-11 e 15; 4:11-15)

XII. o remanescente e sua missão:
a igreja universal se compõe de todos os que verdadeiramente crêem em Cristo; mas, nos últimos dias, um tempo de apostasia geral, um remanescente tem sido chamado em evidência a fim de guardar os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. este remanescente anuncia a chegada da hora do juízo, proclama a salvação por meio de Cristo e prediz a aproximação de Seu segundo advento. esta proclamação é simbolizada pelos três anjos do apocalipse 14, coincide com a obra do julgamento no Céu e resulta na obra de arrependimento e reforma na terra. todo crente é convidado a ter uma parte pessoal neste testemunho mundial.
(mar. 16:15; mat. 28:18-20; 24:14; ii cor. 5:10; apoc. 12:17; 14:6-12; 18:1-4; efés. 5:22-27; apoc. 21:1-14)

XIII. unidade no corpo de Cristo:
a igreja é um corpo com muitos membros, chamados de nação, tribo, língua e povo. em Cristo somos uma nova criação; distinções de raça, cultura e nacionalidade, diferenças entre altos e baixos, ricos e pobres, homens e mulheres, não devem ser motivo de dissensões entre nós. todos somos iguais em e perante Cristo, o qual por um só Espírito nos uniu em uma só comunhão com Ele e uns com os outros; devemos servir e sermos servidos sem parcialidade e/ou restrição. mediante a revelação de Jesus Cristo nas escrituras partilhamos a mesma fé e esperança e estendemos um só testemunho a todos. esta unidade encontra sua fonte na unidade do Deus triúno, que nos adotou como Seus filhos.
(sal. 133:1; i cor. 12:12-14; atos 17:26 e 27; ii cor. 5:16 e 17; gál. 3:27-29; col. 3:10-15; efés. 4:1-6; joão 17:20-23; tiago 2:2-9; i joão 5:1)

XIV. o batismo:
pelo batismo confessamos nossa fé na morte e ressurreição de Jesus Cristo, e atestamos nossa morte para o pecado e nosso propósito de andar em novidade de vida. assim reconhecemos a Cristo como Senhor e Salvador, nos tornamos Seu povo e somos aceitos como membros por Sua igreja. o batismo é um símbolo de nossa união com Cristo, do perdão de nossos pecados e de nosso recebimento do Espírito Santo. este é por imersão na água e depende de uma profissão de fé em Jesus e da evidência de arrependimento do pecado. segue-se à instrução nas escrituras sagradas e à aceitação de seus ensinos.
(mat. 3:13-16; 28:19 e 20; atos 2:38; 16:30-33; 22:16; rom. 6:1-6; gál. 3:27; i cor. 12:13; col. 2:21 e 13; i ped. 3:21)

XV. a ceia do Senhor:
a ceia do Senhor é a participação dos emblemas do corpo e do sangue de Jesus, como expressão de fé nEle, nosso Salvador e Senhor. nesta experiência de comunhão, Cristo está presente para encontrar-Se com Seu povo e fortalecê-lo. participando da ceia, proclamamos alegremente a morte e ressurreição do nosso Senhor em Sua memória até que Ele volte. a preparação envolve o exame de consciência, o arrependimento e a confissão, confissão esta que só deverá ser feita a Deus, diretamente. o Mestre instituiu a cerimônia do lava-pés para representar renovada purificação, para expressar a disposição de servir um ao outro em humildade semelhante à de Cristo e para unir nossos corações em amor. o serviço da comunhão é franqueado a todos os crentes cristãos.
(mat. 26:17-30; i cor. 11:23-30; 10:16 e 17; joão 6:48-63; apoc. 3:20; joão 13:1-17)

XVI. dons e ministérios espirituais:
Deus concede a todos os membros de Sua igreja, em todas as épocas, dons espirituais que cada um deles deve empregar em amoroso ministério para o bem comum da igreja, da humanidade e principalmente da propagação do evangelho, das boas novas da ressurreição e do plano da salvação. sendo outorgados pela atuação do Espírito Santo, o qual distribui a cada membro como Lhe apraz, os dons provêem todas as aptidões e ministérios de que a igreja necessita para cumprir suas funções divinamente ordenadas. de acordo com as escrituras, esses dons abrangem tais ministérios como a fé, a cura, a profecia, a proclamação, o ensino, a administração, a reconciliação, a compaixão, o serviço abnegado e a caridade para ajuda e animação das pessoas. alguns membros são chamados por Deus e dotados pelo Espírito para funções reconhecidas pela igreja em ministérios pastorais, evangelísticos, apostólicos e de ensino, especialmente necessários para habilitar os membros para o serviço, edificar a igreja com vistas à maturidade espiritual e promover a unidade da fé e do conhecimento de Deus. quando os membros utilizam esses dons espirituais como fiéis despenseiros da multiforme graça de Deus, a igreja é protegida contra a influência demolidora de falsas doutrinas, tem um crescimento que provém de Deus e é edificada na fé e no amor.
(rom. 12:4-8; i cor. 12:9-11, 27 e 28; efés. 4:8 e 11-16; ii cor. 5:14-21; atos 6:1-7; i tim. 2:1-3; i ped. 4:10 e 11; col. 2:19; mat. 25:31-36)

XVII. o dom de profecia:
um dos dons do Espírito Santo é o da profecia. este dom é uma característica da igreja remanescente e foi manifestado no ministério de ellen g. white. como a mensageira do Senhor, seus escritos são uma contínua e autorizada fonte de verdade e proporcionam conforto, orientação, instrução e correção à igreja. eles também tornam claro que a bíblia é a norma pela qual deve ser provado todo o ensino e toda a experiência, logo, seus próprios escritos vêm a esclarecer e explicar princípios já presentes e encontrados nas escrituras sagradas.
(joel 2:28 e 29; atos 2:14-21; heb. 1:1-3; apoc. 12-17; 19:10)

XVIII. a lei de Deus:
os princípios eternos da lei de Deus são incorporados nos dez mandamentos e exemplificados na vida de Cristo. expressam o amor, a vontade e os propósitos de Deus acerca da conduta e das relações humanas, e são aplicáveis e aplicadas a todas as pessoas, em todas as épocas. os princípios destes preceitos constituem a base do concerto de Deus com Seu povo e a norma no julgamento de Deus. por meio da atuação do Espírito Santo, eles apontam para o pecado e despertam o senso da necessidade de um Salvador. a salvação é inteiramente pela graça, e não pelas obras, mas seu fruto é a obediência aos mandamentos. essa obediência desenvolve o caráter cristão e resulta numa sensação de bem-estar. é uma evidência de nosso amor ao Senhor e de nossa solicitude por nossos semelhantes. a obediência da fé demonstra o poder de Cristo para transformar vidas, e fortalece, portanto, o testemunho cristão.
(êxo. 20:1-17; mat. 5:17; deut. 28:1-14; sal. 19:7-13; joão 14:15; rom. 8:1-4; i joão 5:3; mat. 22:36-40; efés. 2:8)

XIX. o sábado:
o bondoso Criador, após os seis dias da criação, descansou no sétimo e instituiu o sábado para todas as pessoas, como memorial da Criação. o quarto mandamento da lei de Deus requer a observância deste sábado do sétimo dia como dia de descanso, adoração e ministério, em harmonia com o ensino e a prática de Jesus, o Senhor do sábado. o sábado é um dia de deleitosa comunhão com Deus e uns com os outros. é um símbolo de nossa redenção em Cristo, um sinal de nossa santificação, uma prova de nossa lealdade e um antegozo de nosso futuro eterno no reino de Deus. o sábado é um sinal perpétuo do eterno concerto de Deus com Seu povo. a prazerosa observância deste tempo sagrado duma tarde a outra tarde, do pôr-do-sol de sexta-feira ao pôr-do-sol de sábado, é uma celebração dos atos criadores e redentores de Deus.
(gên. 2:1-3; êxo. 20:8-11; 31:12-17; luc. 4:16; heb. 4:1- 11; deut. 5:12-15; isa. 56: 5 e 6; 58:13 e 14; lev. 23:32; mar. 2:27 e 28)

XX. mordomia:
somos despenseiros de Deus, responsáveis a Ele pelo uso apropriado do nosso tempo, das oportunidades a nós concedidas, das nossas posses, como das bênçãos da terra e seus recursos, que Ele colocou sob o nosso cuidado. reconhecemos o direito de propriedade da parte de Deus por meio do fiel serviço a Ele e a nossos semelhantes, e devolvendo os dízimos e dando ofertas para a proclamação de Seu evangelho e para a manutenção e o crescimento de Sua igreja. a mordomia é um privilégio que Deus nos concede para o desenvolvimento no amor e para a vitória sobre o egoísmo e a cobiça. o mordomo se regozija nas bênçãos que advêm aos outros como resultado de sua fidelidade.
(gên. 1:26-28; 2:15; ageu 1:3-11; mal. 3:8-12; mat. 23:23; i cor. 9:9-14)

XXI. conduta cristã:
somos chamados para ser um povo piedoso que pensa, sente e age de acordo com os princípios do Céu. para que o Espírito recrie em nós o caráter de nosso Senhor, nós só nos envolvemos naquelas coisas que produzirão em nossa vida pureza, saúde, e alegria semelhantes à de Cristo. isto significa que nossas diversões e entretenimentos devem corresponder aos mais altos padrões de gosto e beleza cristãos. embora reconheçamos diferenças culturais, nosso vestuário deve ser discreto, adequado aos padrões de nossa cultura conquanto não agridam a nenhum dos princípios cristãos, apropriado àqueles cuja verdadeira beleza não consiste no adorno exterior, mas no ornamento imperecível de um espírito manso e tranqüilo e de uma vida dedicada ao serviço. significa também que, sendo o nosso corpo o templo do Espírito Santo, devemos cuidar dele de maneira inteligente. junto com adequado exercício e repouso, devemos adotar alimentação a mais saudável possível e abster-nos dos alimentos nas escrituras denominadas imundas. visto que as bebidas alcoólicas, o fumo e o uso irresponsável de medicamentos e narcóticos são prejudiciais a nosso corpo, também deles nos devemos abster. em vez disso, devemos empenhar-nos em tudo que submeta nossos pensamentos e nosso corpo à disciplina de Cristo, o qual deseja nossa integridade, alegria e bem-estar.
(i joão 2:6; efés. 5:1-13; rom. 12:1 e 2; i cor. 6:19 e 20; 10:31; i tim. 2:9 e 10; lev. 11:1-47; ii cor. 7:1; i ped. 3:1-4; ii cor. 10:5; filip. 4:8)

XXII. matrimônio e família:
o casamento foi divinamente estabelecido no éden e confirmado por Jesus como união vitalícia entre um homem e uma mulher, em amoroso companheirismo. para o cristão, o compromisso matrimonial é com Deus bem como com o cônjuge, e se aconselha que deva ser assumido somente entre parceiros que partilham da mesma fé. amor mútuo, honra, respeito e responsabilidade constituem a estrutura desta relação, a qual deve refletir o amor, a santidade, a intimidade e a constância da relação entre Cristo e Sua igreja. no tocante ao divórcio, Jesus ensinou que a pessoa que se divorcia do cônjuge, a não ser por causa de fornicação, e casar-se com outro, comete adultério. conquanto algumas relações de família fiquem aquém do ideal, os consortes que se dedicam inteiramente um ao outro, em Cristo, podem alcançar amorosa unidade por meio da orientação do Espírito e a instrução da igreja. Deus abençoa a família e tenciona que seus membros ajudem um ao outro a alcançar completa maturidade. os pais devem educar os seus filhos a amar o Senhor e a obedecer-Lhe. por seu exemplo e suas palavras deverão mostrar que Cristo é um disciplinador amoroso, sempre terno e solícito, desejando que eles se tornem membros de Seu corpo, a família de Deus. crescente intimidade familiar é uma das características da mensagem final do evangelho.
(gên. 2:18-25; deut. 6:5-9; joão 2:1-11; efés. 5:21-33; mat. 5:31 e 32; 19:3-9; prov. 22:6; efés. 6:1-4; mal. 4:5 e 6; mar. 10:11 e 12; luc. 16:18; i cor 7:10 e 11)

XXIII. o ministério de Cristo no santuário celestial:
há um santuário no céu, o verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem. nele Cristo ministra em nosso favor, tornando acessíveis ao que crê os benefícios de Seu sacrifício expiatório, oferecido uma vez por todas e todos, na cruz. Ele foi empossado como nosso grande sumo-sacerdote e iniciou Seu ministério intercessório por ocasião de Sua ascensão. em 1844, no fim do período profético das 2300 tardes e manhãs, Ele iniciou a segunda e última etapa de Seu ministério expiatório. é uma obra de juízo investigativo, a qual faz parte da eliminação final de todo o pecado, prefigurada pela purificação do antigo santuário hebraico no dia da expiação. nesse serviço típico, o santuário era purificado com o sangue do sacrifício de animais vivos, mas as coisas celestiais são purificadas com o sangue do perfeito sacrifício de Jesus. o juízo investigativo revela aos seres celestiais quem dentre os mortos dorme em Cristo, sendo, portanto, nEle, considerado digno de ter parte na primeira ressurreição. também torna manifesta quem, dentre os vivos permanece em Cristo, guardando os mandamentos e a fé de Jesus, estando, portanto, nEle, preparado para a transladação ao Seu reino eterno. esse julgamento vindica a justiça de Deus em salvar os que crêem em Jesus. declara que os que permanecem leais a Deus, receberão o reino. o término do ministério de Cristo assinalará o fim do tempo da graça para os seres humanos, antes do segundo advento.
(heb. 1:3; 8:1-5; 9:11-28; dan. 7:9-27; 8:13 e 14; 9:24- 27; núm. 14:34; ezeq. 4:6; mal. 3:1; lev. 16; apoc. 14:12; 20:12; 22:12)

XXIV. a segunda vinda de Cristo:
a segunda vinda de Cristo é a bendita esperança do povo de Deus, o grande ponto culminante do evangelho. a vinda do Salvador será literal, pessoal, visível e universal. quando Ele voltar, os justos falecidos serão ressuscitados e, juntamente com os justos que estiverem vivos, serão glorificados e levados para o céu; os ímpios, no entanto, irão morrer. o cumprimento quase completo da maioria dos aspectos da profecia, bem como a condição atual do mundo, indica que a vinda de Cristo é iminente. o tempo exato desse acontecimento não foi revelado, e somos portanto exortados a estar preparados a todo o tempo.
(tito 2:13; joão 14:1-3; atos 1:9- 11; i tess. 4:16 e 17; i cor. 15:51-54; ii tess. 2:8; mat 24; mar. 13; luc. 21; ii tim. 3:1- 5; joel 3:9-16; heb. 9:28)

XXV. morte e ressurreição:
o salário do pecado é a morte. mas Deus, que é imortal, concederá vida eterna a Seus remidos. até aquele dia, a morte é um estado inconsciente para todos os mortos. quando Cristo, que é vida, se manifestar, os justos ressuscitados e os justos vivos serão glorificados e arrebatados para o encontro de seu Senhor. a segunda ressurreição, a ressurreição dos ímpios ocorrerá 1000 anos mais tarde.
(i tim. 6:15 e 16; rom. 6;23; i cor. 15:51-54; ecles. 9:5 e 6; sal. 146:4; i tess. 4:13-17; rom. 8:35-39; joão 5:28 e 29; apoc. 20:1-10; joão 5:24)

XXVI. o milênio e o fim do pecado:
o milênio é o reinado de mil anos de Cristo e de Seus santos, no céu, entre a primeira e a segunda ressurreição. durante esse tempo serão julgados os ímpios mortos; a terra estará completamente desolada, sem habitantes humanos com vida, mas ocupada por satanás e seus anjos. no fim desse período, Cristo com Seus santos e a cidade santa descerão à terra. os ímpios mortos serão então ressuscitados e, com Satanás e seus anjos, cercarão a cidade; mas a presença de Deus os consumirá e purificará a terra. o universo ficará assim eternamente livre do pecado e dos pecadores.
(apoc. 20; zac. 14:1-4; jer. 4:23-26; i cor. 6; ii ped. 2:4; ezeq. 28:18; ii tess. 1:7-9; apoc. 19:17, 18 e 21)

XXVII. a nova terra:
na nova terra, em que haverá justiça, Deus proverá um lar eterno para os remidos e um ambiente perfeito para a vida, o amor, a alegria, e o aprendizado, todas estas coisas sendo então eternas, em Sua presença. pois aqui o próprio Deus habitará com o Seu povo, e o sofrimento e a morte serão passado. o grande conflito estará terminado e não mais existirá pecado. todas as coisas, animadas e inanimadas, declararão que Deus é amor; e Ele reinará para todo o sempre. amém.

(ii ped. 3:13; gên. 17:1-8; isa. 35; 65:17-25; mat. 5:5; apoc. 21:1-7; 22:1-5; 11:15)

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10 de dezembro de 2008

Uma Pequena História da Igreja Adventista do Sétimo Dia

Em apenas um século e meio a Igreja Adventista do Sétimo Dia tem crescido de um punhado de pessoas, que diligentemente estudaram a Bíblia em procura da verdade, para uma comunidade mundial de mais de oito milhões de membros e, outros milhões, que consideram a Igreja Adventista seu lar espiritual. Doutrinariamente, os Adventistas do Sétimo Dia são herdeiros do supradenominacional movimento Milleriano da década de 1840. Embora o nome “Adventista do Sétimo Dia” tenha sido escolhido em 1860, a denominação não foi oficialmente organizada até 21 de maio de 1863, quando o movimento incluia cerca de 125 Igrejas e 3.500 membros.

Entre 1831 e 1844, William Miller - um pregador Batista e ex-capitão de exército da guerra de 1812 - lançou o “grande despertar do segundo advento” o qual eventualmente se espalhou através da maioria do mundo cristão. Baseado em seu estudo da profecia de Daniel 8:14, Miller calculou que Jesus poderia retornar a terra em 22 de outubro de 1844. Quando Jesus não apareceu os seguidores de Miller experimentaram o que veio a se chamar “O grande Desapontamento.”

A maioria dos milhares que haviam se juntado ao movimento, saiu em profunda desilusão. Uns poucos no entanto, voltaram para suas Bíblias para descobrirem porque eles tinham sido desapontados. Logo eles concluíram que a data de 22 de outubro tinha na verdade estado correta, mas que Miller tinha predito o evento errado para aquele dia. Eles se convenceram que a profecia bíblica previa não o retorno de Jesus à Terra em 1844, mas que Ele começaria naquela data um ministério especial no céu para Seus seguidores. Assim, eles continuaram a esperar pelo breve retorno de Jesus, como fazem os Adventistas do Sétimo Dia ainda hoje.

Deste pequeno grupo que se recusou a desistir depois do “grande desapontamento” surgiram vários líderes que construíram a base do que viria a ser a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Destacam-se dentre estes líderes um jovem casal - Tiago e Ellen White - e um capitão de navio aposentado, José Bates.

Este pequeno núcleo de “adventistas” começou a crescer - principalmente nos estados da Nova Inglaterra na América do Norte, aonde o movimento de Miller havia começado. Ellen White, apenas uma adolescente na época do “grande desapontamento”, desenvolveu-se em uma dotada escritora, oradora e administradora, se tornando, e permanecendo, a conselheira espiritual de confiança da família Adventista por mais de 70 anos até sua morte em 1915. Os primeiros Adventistas vieram a acreditar - como têm os Adventistas desde então - que ela desfrutou da direção especial de Deus enquanto ela escrevia seus conselhos para o crescente grupo de crentes.

Em 1860, em Battle Creek, Michigan, EUA, um punhado de congregações de Adventistas escolheram o nome Adventista do Sétimo Dia e em 1863 organizaram formalmente o corpo da Igreja com um número de 3.500 membros. No princípio, a atuação foi em grande parte limitada a América do Norte, até 1874 quando o primeiro missionário da Igreja, J.N. Andrews, foi enviado para Suíça. A obra na África foi iniciada timidamente em 1879 quando Dr. H.P. Ribton, um recente converso na Itália, se mudou para o Egito e abriu uma escola, mas o projeto terminou quando tumultos começaram a surgir nas vizinhanças. O primeiro país cristão não-protestante a receber a Igreja foi a Rússia, aonde um ministro Adventista foi enviado em 1886. Em 20 de outubro de 1890, a escuna Pitcairn foi lançada em São Francisco e logo designada para levar missionários para as ilhas do Pacífico. Missionários Adventistas do Sétimo Dia entraram pela primeira vez em países não-cristãos em 1894 - Costa Dourada (Gana), oeste da África, e Matalbeleland, África do Sul. No mesmo ano missionários vieram a América do Sul, e em 1896 havia representantes no Japão. A Igreja hoje tem atuação estabelecida em 209 países.

A publicação e distribuição de literaturas foram os principais fatores no crescimento do movimento do Advento. A Advent Review e o Sabbath Herald (hoje Adventist Review), órgão geral de comunicação da Igreja, foram lançados em Paris, Maine, em 1850; o Youth’s Instructor em Rochester, Nova Iorque, em 1852; e o Signs of the Times em Oakland, Califórnia, em 1874. A primeira casa publicadora denominacional em Battle Creek, Michigan, começou a operar em 1855 e foi devidamente incorporada em 1861 com o nome de Associação de Publicação Adventista do Sétimo Dia.

O Instituto de Reforma da Saúde, conhecido mais tarde como Sanatório Battle Creek, abriu suas portas em 1866, e a obra da sociedade missionária foi estabelecida a nível estadual em 1872, e 1877 viu a formação das Associações das Escolas Sabatinas em todo o estado. Em 1903, a sede da denominação se mudou de Battle Creek, Michigan, para Washington, D.C., e em 1989 para Silver Spring, Maryland, aonde ela continua a formar o nervo central do trabalho sempre em expansão.



História da Igreja Adventista no Brasil

“Houve por bem a especial providência divina que a mensagem adventista por meio da página impressa penetrasse no Brasil, em 1879. Embora disseminada no começo por mãos ímpias, a nossa literatura, a boa semente, encontrou corações receptivos e frutificou abundantemente em nosso país.

Em 1878, Burchard, jovem alemão residente em Brusque – SC, cometera um crime, e para escapar à justiça local, foi ao porto de Itajaí, onde entrou como clandestino a bordo de um navio. Distante já do Brasil, o comandante o descobriu, e ordenou-lhe trabalhar a bordo como tripulante. Foi assim que durante a viagem, o jovem veio a conhecer dois missionários adventistas em trânsito, os quais lhe perguntaram se havia evangélicos no Brasil, chegando mesmo a dar-lhe estudos bíblicos e literatura denominacional. Burchard lembrou-se então do seu padrasto, Carlos Dreefke, luterano, que apreciava literatura religiosa, e forneceu àqueles missionários o endereço dele em Brusque, para que lhe enviassem literatura gratuita.

Através do Porto de Itajaí, em 1879, deu entrada no Brasil o primeiro pacote de literatura do advento, destinado ao Sr. Dreefke, residente em Brusque. O pacote referido foi ter às suas mãos quando se encontrava no armazém do Sr. Davi Hort. Porém o Sr. Dreefke temendo uma cilada, recusou-se recebê-lo porquanto não fizera encomenda alguma semelhante. Por insistência do Sr. Hort, resolveu abrir a correspondência e encontrou exemplares do periódico adventista escrito em língua alemã “Stimme der Warheit” (Voz da Verdade), publicado pela imprensa denominacional de Battle Creek, nos Estados Unidos.

O Sr. Dreefke, após retirar uma revista, deu as revistas para diversas pessoas, inclusive ao Sr. Hort, o dono do armazém. O resultado foi imediato. Dez famílias residentes em Brusque se tornaram interessadas na mensagem do advento, passando a solicitar mais literatura através do Sr. Dreefke.

A demanda de publicações adventistas para o Brasil foi aumentando cada vez mais e isto causou apreensão ao Sr. Dreefke, pois temia a responsabilidade pelo pagamento e então decidiu suspender os pedidos futuros. O Sr. Chikrevitowski, pediu para continuar com a responsabilidade de realizar os pedidos, mesmo que tivesse que pagar algum valor pela literatura, mas seu entusiasmo não durou muito.

Já em 1884, surge outro personagem, por nome Dresler, que se ofereceu para pagar e distribuir toda a literatura adventista que lhe chegasse às mãos. Sua conduta pessoal era, porém, muito censurável. Banido da Alemanha, por seu próprio pai, um pastor luterano, e que desejava para o filho a missão de pastor, mas que tomou a decisão extrema de banir seu filho para evitar uma desonra maior para sua família, já que Dresler se tornara um ébrio, entristecendo profundamente o seu pai.

Para garantir sua subsistência, Dresler tornou-se professor elementar em Brusque, sem contudo abandonar o alcoolismo. Até mesmo das revistas de publicações adventistas por ele vendidas ele usava para sustentar o seu vício. Por vezes suas mãos ficavam tão trêmulas que as revistas lhe caíam em plena rua, ou nas casas em que penetrava. Assim, acidentalmente nossa literatura era encontrada por varias pessoas nos mais diversos lugares, inclusive chegou a servir para embrulhar mercadorias, porquanto Dresler chegava a trocá-la por bebidas alcoólicas com taverneiros, quando não tinha dinheiro.

Apesar de tudo, o interesse pelos periódicos foi sempre crescendo e para atender os pedidos, Dresler sempre pedia maior quantidade de publicações. Novas revistas lhe foram enviadas, como o Hausfreund (Amigo do Lar) e até livros pequenos e grandes. Porém toda a literatura recebida, e já avaliada em centenas de dólares, Dresler jamais pagou um centavo de dólar, e a maioria do dinheiro foi consumido em álcool.

Em 1887, Guilherme Belz, imigrante alemão que residia na colônia de Gaspar Alto – SC, veio visitar seu irmão em Brusque e deparou com o livro Gedanken uber das Buch Daniel (Comentário Sobre o Livro de Daniel) de Urias Smith, que seu irmão tinha adquirido das mãos de Dresler.

O livro chamou atenção de Guilherme Belz e pediu-o emprestado a seu irmão, levou-o para casa e leu todo o livro com meditação e reflexão, impressionando-se com o capítulo “O Papado Muda o Sábado”. Acompanhando a leitura do livro com a Bíblia, convenceu-se de que o sábado é o dia de repouso original, instituído e ordenado pelo próprio Criador, e jamais a palavra de Deus autorizara em parte alguma a mudança do repouso sabático para outro dia. Em 1890 decidiu guardar o sábado com sua família, no que foi seguido posteriormente por vários vizinhos, totalizando vinte e duas pessoas. Foram os primeiros observadores do sábado no Brasil, mesmo sem conhecer nenhum missionário adventista.

Em maio de 1893, por designação da Associação Geral, o colportor Albert B. Stauffer chegou ao Brasil, desembarcando em São Paulo, após trabalhar por dois anos no Uruguai e na Argentina, com os seus companheiros E.W. Snyder e C. Nowlin. Recém chegado, Stauffer conheceu o Sr. Alberto Bachmeier, de origem alemã, revelando-lhe a mensagem adventista e conseguindo a sua conversão. Logo Stauffer o treinou na colportagem, e ambos passaram a vender a literatura denominacional em língua alemã, pois não havia em língua portuguesa.Isto tornava o trabalho dificultoso, pois tornava-se nescessário procurar pessoas de origem alemã que pudessem adquirir as revistas e os livros.

Bachmeier vendeu nossa literatura em Indaiatuba, Rio Claro, Piracicaba e em outras cidades do interior paulista e os primeiros interessados de São Paulo foram aparecendo: em Indaiatuba, a família de Guilherme Stein (pai); em Rio Claro, Guilherme e Paulina Meyer; e ainda em Piracicaba, o professor Guilherme Stein Jr. e senhora. Guilherme Stein Jr. era metodista e se converteu após leitura do livro “O Conflito dos Séculos”, da Sra Ellen White.

No início de 1894, chegou ao Brasil o segundo missionário adventista, W. H. Thurston, acompanhado da esposa, oriundo dos Estados Unidos. Sua missão era estabelecer no Rio de Janeiro um depósito de livros denominacionais para atender às nescessidades da colportagem local.

O mesmo navio que trouxe o casal Thurton para o Brasil, trazia juntamente o pastor Francisco H. Westphal e família, que viajavam com destino à Argentina. O pastor Westphal foi chamado pela Associação Geral para dirigir a Obra Adventista na América do Sul, e para batizar os primeiros adventistas da Argentina. Em 1895 o pastor Westphal foi chamado ao Brasil com o objetivo de batizar os primeiros conversos ao advento.

No mês de fevereiro de 1895, o Pr. Westphal desembarcou no Rio de Janeiro e acompanhado por Stauffer, o pastor seguiu primeiro para o interior de São Paulo a fim de batizar os primeiros conversos neste estado. O primeiro batizado foi o professor Guilherme Stein Jr, em abril de 1895, na cidade de Piracicaba, e seu batismo foi realizado no Rio Piracicaba, que na língua indígena significa colheita dos peixes. Interessante o simbolismo, porque este primeiro batismo seria apenas o primeiro passo para uma grande colheita de almas.

O segundo batismo foi em Rio Claro, com dois conversos: Guilherme e Paulina Meyer e logo após mais seis conversos foram batizados em Indaiatuba; Guilherme Stein (pai) e senhora e mais quatro filhos.

A viagem seguinte do pastor Westphal foi para Santa Catarina, a fim de batizar os conversos descobertos por Bachmeier. Neste itinerário o pastor passou por várias localidades e pregou a mensagem nas cidades de Joinville, Blumenau e outras cidades do estado de Santa Catarina deixando interessados trinta observadores do sábado em Joinville, os quais foram preparados para um batismo futuro.

Em Brusque o pastor Westphal encontrou oito conversos, batizando-os no sábado 8 de junho de 1895. Três dias após, quinze pessoas foram batizadas em Gaspar Alto, inclusive Guilherme Belz e família, Augusto Olm e família, Anna Wagner e o colportor Alberto Bachmeier, que embora convertido ainda não tinha sido batizado. Após o batismo todos participaram da Santa Ceia.

Precisamente em Gaspar Alto foi organizada em fevereiro de 1896 a primeira Igreja Adventista no Brasil, sob a supervisão do pastor Huldreich Graf. Neste mesmo ano, porém, já existiam no Brasil cinco grupos de conversos adventistas que já realizavam a escola sabatina, nas seguintes cidades: Campo dos Quevedos e Taquari - RS; Joinville - SC; Curitiba – PR; e Rio Claro em São Paulo.

Na igreja de Gaspar Alto em 1898, foi estabelecida a primeira escola adventista no Brasil, iniciada por Guilherme Stein Jr. Por volta de 1900 mais de cem membros pertenciam a igreja de Gaspar Alto, de onde saíram colportores, professores e alguns pastores que, unidos no mesmo ideal, trabalharam em regiões diversas espalhando a mensagem adventista pelo Brasil.

O aumento crescente de novos conversos e de interessados, principalmente nos estados da região sul do Brasil, Espírito Santo e Rio de Janeiro levou a Associação Geral a providenciar um pastor efetivo para o Brasil, bem como um dirigente da obra local. O primeiro foi o Pr. H. Graft e o segundo o Pr. Frederico W. Spies. Viajaram e muito fizeram para o progresso da obra na qualidade de pioneiros, apesar dos muitos sacrifícios que tiveram de enfrentar no início de suas atividades, inclusive privações econômicas. Mas o que é essencial, é o fato de muitas almas serem ganhas pelos esforços de ambos os missionários, que lançaram bases firmes para o estabelecimento dos campos missionários que se seguiram.

A administração organizada do trabalho adventista no Brasil verificou-se, quase simultaneamente, no Rio de Janeiro em 1902, sob a supervisão do Pr. F. W. Spies, e em 1906, no Rio Grande o Sul (Taquari), a cargo do Pr. Huldreich Graf, os quais foram os primeiros dirigentes locais. Sendo que a região Sul do país ocorreu um maior progresso para a obra, naturalmente a primeira União estabelecida veio a ser a União Sul-Brasileira, em 1911.

Deus deu o crescimento em todas as áreas que abrangem a ação da Igreja, as publicações vieram primeiro.

No Brasil, a página impressa foi a cunha por excelência para a penetração da mensagem adventista; e o papel da colportagem a esse respeito ocupa um lugar destacado.

Além do desbravador A . B. Stauffer, dois irmãos colportores, Alberto e Frederico J. Berger, iniciaram no Rio Grande do Sul em 6 de agosto de 1895 o seu plano de vendas de literatura adventista nas colônias alemãs, porquanto só possuíam livros e periódicos em alemão, e ainda não existiam impressos em português com a nossa mensagem. Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Espírito Santo foram também trabalhados por estes valorosos colportores.

Estes pioneiros da colportagem eram verdadeiros heróis que rasgavam o sertão em sua montaria, levando seus livros, vivendo intrepidamente cada dia as suas surpresas e os percalços da jornada aventureira: calor, fome, chuva torrencial, frio, lama, ventania, muitas vezes dormindo ao relento e expostos a animais perigosos, mas não desanimavam em sua nobre missão.

A colportagem no Brasil começou a ter mais amplo campo de ação depois que a nossa literatura começou a sair em português.

A Casa Publicadora Brasileira é uma das 55 editoras pertencentes a Igreja Adventista do Sétimo Dia. Foi fundada em julho de 1900, no Rio de Janeiro, mas em 1905 foi transferida para Taquari, Rio Grande do Sul.

Em 1907 estabeleceu-se em Santo André, São Paulo, e lá permaneceu por 78 anos. Mudou-se para Tatuí, interior de São Paulo, em 1985 e foi edificada em um terreno com mais de meio milhão de metros quadrados. Sua área construída hoje, mede 18.000 m2 e isso a torna a terceira maior Editora dos Adventistas no mundo. Louvamos a Deus por isso!

O primeiro periódico a ser publicado em português foi O Arauto da Verdade em janeiro de 1900. Na época ainda não estávamos totalmente estruturados e nem se quer tínhamos equipamentos para imprimirmos nossa própria literatura. Hoje, graças as bênçãos de Deus e a tecnologia criada pelo homem, nosso consumo mensal de papel é de 240 toneladas aproximadamente.

Nosso primeiro livro publicado foi A Vinda Gloriosa de Cristo, em 1907, e esse título traduz a razão de nossa existência: anunciar a segunda vinda de Jesus através da literatura.

Muitos de nossos livros estão editados em mais de 200 línguas e dialetos e, no Brasil, produzimos centenas de títulos dos quais você poderá agora conhecer e adquirir sem sair de casa. É a Casa abrindo as portas para estar mais perto de você!

“Nada é mais importante do que a Educação de nossos jovens e crianças” (E.G.White)

Onde penetra a mensagem adventista logo surgem escolas e colégios. Assim foi no Brasil, já no ano de 1896, em Curitiba – PR, numa casa à Rua Paula Gomes, 290, com o nome de Colégio Internacional passou a funcionar o primeiro educandário adventista, dirigido pelo professor Guilherme Stein Jr chegando a alcançar uma matrícula de 120 alunos no seu primeiro ano de existência. A Escola foi transferida para um prédio na avenida Cândido de Abreu, no qual resta atualmente apenas uma parte incorporada à fachada do Shopping Muller.

Em 1898 foi estabelecida a primeira escola missionária no Brasil, em Gaspar Alto, sob a direção do Prof. Guilherme Stein. Diversos missionários passaram por esta escola.

A segunda escola missionária foi fundada em Taquari – RS, em agosto de 1903, tendo como diretor o professor Emílio Schenk, mas em 1910 foi fechada pela obra, pois um plano melhor havia sido delineado: o estabelecimento de uma escola Missionária em São Paulo, para melhor servir aos vários campos, por motivo que a escola de Taquari no RS, não estava bem localizada.

Assim, em 1915 a obra adquiriu um terreno de cerca de 70 alqueires, a 23 Km da cidade de São Paulo, próximo a Santo Amaro, nesta nova propriedade foi estabelecida a terceira escola missionária no Brasil, o Seminário Adventista, conhecido depois por Colégio Adventista Brasileiro e atualmente por Instituto Adventista de Ensino. Foram seus fundadores J. Lipke e J. H. Boehm, e o primeiro professor foi o irmão Paulo Henning, que no dia 4 de julho de 1915 ministrou a primeira aula a 12 alunos.

Neste novo seminário, professores e alunos irmanados trabalharam com afinco, movidos pelo mesmo ideal. Desta maneira uma simples granja no meio do mato foi transformada num belo local apropriado para o preparo educacional dos futuros obreiros, no Brasil.

Em anos sucessivos outros educandários foram estabelecidos no Brasil: em 1937, o Ginásio Adventista de Taquara (Taquara – RS), atual Instituto Adventista Cruzeiro do Sul, em 1939 o Instituto Teológico Adventista, hoje atual Instituto Petropolitano Adventista de Ensino (Pretrópolis – RJ); em 1947 o Ginásio Adventista Paranaense, sediado em Curitiba; Em 1943 , o Educandário Nordestino Adventista; em 1950, próximo a Campinas (S.Paulo) começou a funcionar o Ginásio Adventista Campineiro, atual Instituto Adventista São Paulo (IASP); em 1961 o Instituto Grão-Pará, em Belém.

Deus deu o crescimento em educação. Da escola de Gaspar Alto multiplicaram-se: internatos, escolas de 1º e 2º Grau, faculdades e agora também temos uma universidade.

Atualmente existe mais de 520 escolas (dados de 1999) distribuídas por todo o Brasil onde já estudaram mais de cento e vinte mil alunos.

A Obra médica, braço direito da mensagem, conforme Ellen White.

A IASD, em todos os tempos de sua existência, sempre contribuiu com as três necessidades básicas (segundo a ONU – Organização das Nações Unidas): Saúde, Educação e Social. A igreja acrescenta a quarta necessidade – Espiritual. Estas quatro necessidades básicas formam uma perfeita simbiose, quando levadas a efeito, para o bem-estar e salvação do ser humano. E nisto consiste a missão da igreja.

A reforma pró-saúde, em harmonia com Educação, Social e Publicações, constituem o pano de fundo da bandeira Adventista para a pregação do evangelho, em todas as partes do mundo.

Em 1896, o Pastor Huldreich Graf (Missionário norte americano), começou a ministrar no Brasil, princípios de saúde em forma hidroterapia, outros tratamentos naturais, alimentação vegetariana e outros. Em 1900, o Dr. Abel Gregory, médico e dentista americano, veio por conta própria, para Rio do sul, ensinar princípios de saúde, segundo os Adventistas. Em 1907, também dos EEUU, chegaram ao Brasil como missionários a Dra. Luísa Wurtz e Corina Hoy, enfermeira, para o mesmo trabalho. Em 1914, na cidade de Santo Amaro, SP, em sua grande série de evangelismo público, o evangelista J. Lipke enfrentava uma grande oposição da igreja Católica. Quando a Dra. Wurtz e a enfermeira Hoy, começaram a ministrar palestras de reforma – pró-saúde, a oposição se acalmou, e o evangelismo seguiu em paz para fundar a atual igreja da cidade de Santo Amaro, a igreja pioneira da zona sul de São Paulo.

No Rio Grande do Sul, Ernesto Bergold, aceitou a verdade Adventista por meio da reforma pró-saúde. Em 1928, no norte do então do estado de Goiás (hoje Tocantins), Ilha do Bananal N. Allen, começou o trabalho médico assistencial missionário, entre a tribo indígena Carajá. Em 1953, foi lançada no Rio Araguaia a lancha “Pioneira”, pilotada por Lair Montebelo. Enquanto isso, desde 1931, Leo e Jessie Halliwell, singravam o “Rio-mar” Amazonas, curando e pregando aos milhares de ribeirinhos.

Em 1937, o presidente da União Sul Brasileira, pastor E. H. Wilcox (americano), chamou o Dr. Antônio Alves de Miranda, para ser o médico da União. Em 1939, foi fundada uma pequena clínica em São Paulo, chamada “Sanatório Boa Vista”. Em 1942, fundada a Casa de Saúde Liberdade, hoje, Hospital Adventista de São Paulo. Depois, vieram os demais hospitais e clínicas. Hoje temos no Brasil 4 clínicas e 7 hospitais.

A mensagem adventista no Brasil teve seu providencial e humilde começo ao seguinte tripé: Publicações, Educação e Saúde. Deste incipiente início, hoje, mais de 120 anos depois, podemos analisar os maravilhosos frutos que aí estão com 6 Missões, 23 Associações, 5 Uniões, muitas e prósperas instituições e até dezembro de 1999 mais de 930 mil membros batizados.

Deus tem abençoado ricamente Sua obra no Brasil, segundo podemos observar através deste rápido relatório histórico comparativo, passado e presente, que nos comprova que o trabalho e o sacrifício dos pioneiros que aqui vieram não foi em vão. Antes, porém, veio a frutificar com abundância, repetindo mais uma vez a maravilhosa parábola do semeador, e do sucesso da semente que caiu em boa terra. Louvado seja o nome do Senhor!

“Nada temos a recear quanto ao futuro, a menos que nos esqueçamos a maneira pela qual o Senhor nos tem guiado, e os ensinos que nos ministrou no passado” (E.G.White).







Desenvolvimento Cronológico Resumido da Igreja Adventista no Brasil:



1884 - O pacote contendo dez revistas Arauto da Verdade, em alemão, chega a Brusque, SC.

1890 - Surgem os primeiros seguidores da fé Adventista no Brasil.

1893 - Albert B. Stauffer, primeiro missionário enviado ao Brasil pela Liderança Mundial da Igreja Adventista, chega em São Paulo.

1894 - (1) Albert Bachmeier encontra Adventistas em Brusque e em Gaspar Alto;
(2) W. H. Thurston chega ao Rio de janeiro com dois caixotes de livros, estabelecendo naquela cidade um depósito de livros.

1895 - (1) Pastor Frank H. Westphal chega ao Rio de janeiro em fevereiro. Acompanhado por Albert Stauffer, inicia uma viagem realizando batismos em São Paulo e terminando com a cerimônia batismal de Gaspar Alto, em junho;

(2) Em oito de junho de 1895, a primeira igreja adventista do Brasil é estabelecida com a inauguração de seu templo na cidade de Gaspar Alto, Santa Catarina;

(3) No mês de julho, os irmãos Berger chegam ao Brasil para colportar;

(4) Pastor H. F. Graf chega ao Brasil em agosto e, em dezembro, realiza o batismo em Santa Maria do Jetibá, no Espírito Santo;

(5) É criada a Missão Brasileira da Igreja Adventista.

1896 - (1) Pastor Spies chega ao Brasil e batiza 19 pessoas em Teófilo Otoni, Minas Gerais; (2) Em julho começa a funcionar o Colégio Internacional de Curitiba, PR, a primeira escola particular adventista.

No ano 2000, a Igreja Adventista do Sétimo Dia é uma comunidade mundial. Ela reúne mais 11 milhões de membros e, outros milhões, que a consideram seu lar espiritual.

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O Adventismo e o princípio da Sola Scriptura

Alberto R.Timm

A Igreja Adventista do Sétimo Dia surgiu como um movimento profético fundamentado na autoridade normativa das Escrituras O pleno reconhecimento dessa autoridade gerou um espírito restauracionista, caracterizado pelo rompimento com os componentes antibíblicos dos credos e das tradições religiosas da época e pelo retorno à Palavra de Deus como única regra de fé e prática. Isso resultou no desenvolvimento de um sistema doutrinário estimulado e controlado pêlos princípios da exclusividade das Escrituras (Sola Scriptura) e da totalidade das Escrituras (Tola Scriptura).

Apesar de a Igreja Adventista continuar enaltecendo oficialmente a autoridade das Escrituras, interpretações pessoais têm frequentemente desconhecido os princípios hermenêuticos que deram origem à mensagem adventista e que continuam a fundamentá-la, Se não detectadas e corrigidas quando ainda em estágio embrionário, tais distorções podem facilmente criar um clima especulativo que acaba minando a fé dos crentes e corroendo a unidade do corpo de Cristo.

O propósito deste artigo é considerar inicialmente algumas das mais perigosas ameaças contemporâneas à autoridade bíblica, para então apresentar sugestões concretas sobre como restaurar e preservar essa autoridade.

As ameaças:

A triste realidade é que tanto o cristianismo em geral quanto o adventismo do sétimo dia têm se defrontado com sérias distorções hermenêuticas. Grande parte dessas distorções é produzida por bem intencionados especuladores da Palavra, que conseguem alegoricamente ler no texto bíblico aquilo que ele mesmo não diz. Valorizando mais a criatividade hermenêutica do que o bom senso, esses intérpretes impõem ao texto estruturas quiásticas. aplicações tipológicas e simbolismos numerológicos artificiais. não sugeridos pelo próprio texto Por mais atrativa que possa parecer, toda interpretação artificial das Escrituras é uma negação do princípio de Sola Scriptura e acaba abrindo as portas para uma aceitação descontrolada de conceitos especulativos.

Outra séria ameaça à autoridade da Bíblia é o subjetivismo hermenêutico dos condicionadores da Palavra, que consideram como normativo apenas aquilo com que concordam, relegando ao plano cultural tudo de que discordam. Dessa forma. a Palavra de Deus nunca os consegue disciplinar, pois todo ensino bíblico que não endossa seu ponto de vista é neutralizado pela alegação de haver sido pertinente apenas para a época em que foi escrito E certo que nas Escrituras existe um constante inter-relacionamento entre princípios universais (fundamentação teórica) e aplicações temporais desses princípios dentro de um determinado contexto sociocultural (contextualização prática) Mas não podemos permitir que nossa cultura ou subcultura oblitere os princípios universais e a vontade soberana de Deus revelados nas Escrituras.

Além dos especuladores e dos condicionadores da Palavra, existem também os malabaristas hermenêuticos, que saltam de uma passagem bíblica que mais lhes convém para outra, formulando assim compilações tendenciosas que desrespeitam o consenso das Escrituras. Seu interesse geralmente não está nos temas fundamentais da Palavra, mas em áreas periféricas e controvertidas. Demonstrando saber demais sobre temas irrelevantes, e de menos sobre as verdades centrais da mensagem, esses intérpretes desequilibram e desvirtuam o balanço temático das Escrituras.

À medida que nos aproximamos do ano 2000, aumenta também o número de meteorologistas proféticos que se julgam qualificados a prever "tempos ou épocas que o Pai reservou para Sua exclusiva autoridade" (Atos 1:7). Alguns deles crêem que não é possível saber o "dia nem a hora" da segunda vinda de Cristo (Mat 24:36), mas que podemos prever o ano desse evento. Outros alegam, em contrapartida, que o ano deve permanecer como incógnita, mas que podemos datar o mês e o dia de cada um dos últimos acontecimentos, com base nas festas outonais do calendário religioso judaico. Por mais lógicas e interessantes que possam ser, ambas as teorias acabam não apenas distorcendo o conceito bíblico de vigiar "porque não sabeis o dia nem a hora" (Mat. 25:13), mas também desconhecendo completamente a declaração de Ellen G White de que "o tempo não tem sido um teste desde I844, e nunca mais o será". (1)

Existem ainda aqueles cuja forma de interpretação profética os qualifica como melhores estrategistas apocalíptico-militares do que exegetas bíblicos. Pretendendo possuir um mais profundo conhecimento da revelação divina, não demonstram qualquer relutância em fazer uma releitura do conteúdo profético-apocalíptico das Escrituras. que se aproxima, em certos aspectos da escatologia dispensacionalista de Hal Lindsey e de outros autores contemporâneos. (2) Um especial fascínio parece acompanhar as propostas especulativas de localizar o trono de Satanás no Triângulo das Bermudas, de descrever o Armagedom como uma pretensa III Guerra Mundial entre o Terceiro Mundo e o Grupo dos Sete, bem como de interpretar a "seta que voa de dia" (Sal 91:5) como uma alusão aos mísseis modernos. Tais conjecturas, por mais lógicas e interessantes que possam parecer, negam o princípio da Sola Scriptura e não tomam suficientemente a sério a advertência inspirada de que "é a obra-prima dos enganos de Satanás conservar o espírito humano a pesquisar e conjecturar com relação àquilo que Deus não tornou conhecido, e que não é desígnio Seu que compreendamos" (3)
Autoridade bíblica

Nos últimos dias, enquanto os ventos do pós-modernismo tentam substituir a autoridade do texto escriturístico pelo subjetivismo pluralista dos seus leitores. Deus terá "sobre a Terra um povo que mantenha". de acordo com Ellen White. "a Bíblia, e a Bíblia só, como norma de todas as doutrinas e base de todas as reformas" (4)

Mas o que estaria implícito nesse compromisso com as Escrituras? A aceitação da autoridade normativa da Palavra de Deus se evidência no uso equilibrado de pelo menos três princípios hermenêuticos básicos O primeiro é o princípio da exclusividade das Escrituras (Sola Scriptura). Mesmo admitindo que a tradição, a razão e a experiência possam contribuir de alguma forma para a compreensão da verdade bíblica, as contribuições providas por essas fontes são válidas e aceitáveis apenas se estiverem em perfeita harmonia com o ensino das Escrituras. Além disso, devemos permitir que o próprio texto nos diga, positivamente, o que ele está dizendo e, negativamente, o que ele não está dizendo Somente assim poderemos vencer a tentação de importar para o texto sagrado sentidos que lhe sejam alheios.

Outro principio básico é o da totalidade das Escrituras (Tola Scriptura). Incomodados com a amplidão e a complexidade da verdade bíblica, muitos estudantes da Palavra acabam se tornando parciais e seletivos em suas abordagens. Em realidade, quase todas as heresias e distorções são geradas pela tendência de reduzir a amplidão da verdade apenas a um de seus vários aspectos. Na maioria desses casos, o problema não está tanto no que é dito, mas na parcialidade de apresentar apenas "um lado da moeda".

Se o verdadeiro filho de Deus é aquele que procura viver "de toda palavra que procede da boca de Deus" (Mat. 4:4), e a própria missão do Espírito Santo é guiar os seguidores de Cristo “a toda a verdade" João 16:13), então temos que aprender a conviver, de forma integrativa, com a amplidão da verdade bíblica (Apoc 22:18 e 19).

O reconhecimento da autoridade normativa das Escrituras envolve também a aceitação do seu equilíbrio temático. Mesmo aceitando o conteúdo total das Escrituras, corremos o risco de desequilibrarmos nossa gangorra hermenêutica por colocarmos demasiada ênfase em temas periféricos, em detrimento dos temas centrais. Alguns ficam de tal forma impressionados com um determinado assunto (justificação pela fé, eventos finais, reforma de saúde, etc ), que o encaram na prática como a única mensagem digna de ser proclamada Precisamos redescobrir e reenfatizar o inter-relacionamento temático sugerido nas Escrituras, permitindo que os elementos fundamentais da mensagem permaneçam como fundamentais, e que os elementos periféricos permaneçam como periféricos.

Uma manifestação moderna do dom profético, através da vida e obra de Ellen G. White. foi concedida não como substituto à Bíblia, mas como um filtro profético para eliminar as distorções hermenêuticas introduzidas pelas tradições humanas. O tríplice objetivo desse dom é, de acordo com T. H. Jemison, atrair a atenção para a Bíblia, auxiliar na compreensão da Bíblia e ajudar a aplicar os princípios bíblicos em nossa vida.(5)
Propagando a autoridade das Escrituras

A missão da Igreja Adventista do Sétimo Dia no mundo não se limita apenas à pregação de certas doutrinas bíblicas isoladas, mas envolve também a restauração dos próprios princípios hermenêuticos que fundamentam essas doutrinas. Como cristãos adventistas. comprometidos com a autoridade normativa da Palavra de Deus, precisamos desenvolver em nós mesmos esse equilíbrio hermenêutico, para então propagá-lo aos que nos cercam.

O simples fato de alguém alegar que sua mensagem está alicerçada nas Escrituras não significa necessariamente que essa seja a verdade. Nem sempre a mais genuína interpretação da Palavra de Deus está com aqueles que mais citam as Escrituras, que memorizaram maior número de textos bíblicos ou que exercem a maior influência acadêmica ou administrativa. O apego à tradição, à veneração dos títulos acadêmicos e o culto à personalidade humana acabam muitas vezes obliterando a objetividade hermenêutica dos estudantes da Bíblia. Precisamos nos desvencilhar desses empecilhos a fim de examinarmos mais detidamente as Escrituras, à semelhança dos cristãos bereanos, "para ver se as coisas" são "de fato, assim" (Atos 17:11).

Como pastores deste movimento profético, precisamos zelar mais detidamente pela honestidade hermenêutica em todas as ex- posições das Escrituras apresentadas em nossas congregações. Especial cuidado deve ser exercido com respeito a pregadores visitantes que não raramente procuram impressionar os ouvintes com interpretações criativas da Palavra. O fim não justifica os meios, e não é porque as conclusões são ortodoxas que estamos autorizados a aceitar as mais variadas formas de interpretação. Quando a originalidade excede o bom senso, cabe ao pastor e aos oficiais da igreja a sagrada missão de erradicar, com cuidado e simpatia, as distorções semeadas e de promover o equilíbrio doutrinário característico da mensagem adventista.

Mais importante, no entanto, do que corrigir distorções é evitar que elas se manifestem em nosso meio. De grande proveito seria se o pastor ensinasse preventivamente, aos líderes de suas congregações. os princípios básicos de interpretação bíblica. Nossos membros precisam ser melhor alicerçados sobre os fundamentos inamovíveis da Palavra de Deus.
Mais conhecimento

Somos advertidos de que o tempo está rapidamente se aproximando quando todo vento de falsas doutrinas estará soprando (Efés 4:14) e quando as pessoa s esta rio inclinadas a não suportar a "sã doutrina" (II Tim. 4:3).(6) Não podemos permitir que a fundamentação bíblica de nossa mensagem seja corroída pela obra sorrateira dos especuladores e dos condicionadores da Palavra, dos malabaristas hermenêuticos, dos meteorologistas proféticos e dos estrategistas apocalíptico-militares. Precisamos restaurar e propagar nosso compromisso adventista com os princípios da exclusividade das Escrituras, da totalidade das Escrituras e do equilíbrio temático das Escrituras.

A Igreja precisa de mais ministros e membros de profundo conhecimento bíblico, firmemente solidificados sobre a Palavra de Deus, que manejem "bem a palavra da verdade" (II Tim. 2:15) e que não se deixem levar pêlos encantos volúveis das especulações humanas. Se a sacudidura há de sobrevir ao povo de Deus pela "introdução de falsas teorias" (7), então não existe outra forma de permanecer firme em meio aos vendavais doutrinários dos últimos dias, a não ser alicerçando-nos na Palavra de Deus. (8) De acordo com Isaias 40:8, "seca-se a erva, e cai a sua flor. mas a palavra de nosso Deus permanece eternamente."



Referências:



1. Ellen G. White, Primeiros Escritos, pág. 75: Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 185-192.

2. A teoria escatológico-dispensacionalista de Hal Lindsey foi popularizada no Brasil especialmente através de suas obras A Agonia do Grande Planeta Terra, 6º ed. (São Paulo; Mundo Cristão, 1981): Os Anos 80: Contagem Regressiva Para o Juízo Final, (São Paulo, Mundo Cristão, 1981); e O Arrebatamento (Rio de Janeiro, Record, 1985). Críticas as idéias de Lindsey podem ser encontradas em Alberto R. Timm, “Uma Análise Crítica da Escatologia Dispensacionalista de Hal Lindsey” (tese de mestrado, Instituto Adventista de Ensino, 1988); Samuel Bacchiocchi, Hal Lindsey Prophetic Jigsaw Puzzle: ‘Five Predictions that Falied’ (Barrien Spring, MI, Biblical Perspectives, 1987)

3. Ellen G. White, O Grande Conflito, pág. 523. Mensagens Escolhidas, vol. 1, págs. 169-184.

4. Idem, The Spirit of Prophecy (Battle Creek, MI. Review and Herald, 1884), pág. 413, republicado em O Grande Conflito, pág. 595.

5. T. Housel Jemison. A Prophet Among You (Boise. ID, Pacific Press, 1955), pág. 371.

6. Ellen G. White, Testimonies, vol. 5, págs. 80 e 81.

7. Idem, Testemunhos Para Ministros, pág. 112.

8. Idem, O Grande Conflito, pág. 602.

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