Mostrando postagens com marcador Criacionismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Criacionismo. Mostrar todas as postagens

10 de dezembro de 2008

A Semana Através dos Tempos

A. B. Christianini

Há uma acusação que é assim formulada: "Podem os adventistas provar que o sábado é o dia sétimo exato desde a criação? Estão eles certos de que tem sido conservado... durante todos os séculos?! Certamente não."

E nós respondemos, com absoluta firmeza: Certamente sim! E ficam os oponentes aos mandamentos de Deus na obrigação de provar em que época, em que dia, mês e ano ocorreu a alteração dos dias da semana. Notem os leitores que não se apresenta uma única prova sequer em favor da interrupção do ciclo semanal através da história. Apenas afirmações vagas, imprecisas, hipotéticas. Coisas assim: "Quem sabe foi na ocasião do dilúvio... Quem quem sabe no período anárquico dos juízes... Quem sabe... talvez... é provável..." etc. Isto é um "complexo de extravio de tempo" que acomete os antiadventistas, em grande parte devido ao modernismo religioso, calcado em equivocadas idéias evolucionistas, que os induz a não levarem a sério a antiguidade do dia do repouso.

Na era pré-cristã não se perdeu o dia original de repouso. Na nossa era não seria possível perder-se. Consideremos estes fatores:

1. Impossibilidade do mundo perder a contagem de um dia.

Uma simples pessoa dificilmente perde a contagem de um dia. Mais difícil é que uma família o faça. Seria possível que um povoado, ou cidade, ou país perdesse a contagem de um dia? Seria, pois, absurdo admitir que o mundo com seus bilhões de habitantes, grande parte observando o primeiro dia da semana, perdesse a contagem do dia!

2. O cuidado de Deus.

É absurdo supor que Deus exija a observância de uma instituição - como no caso do sábado por mandamento - e permita que este dia se extravie através dos tempos.

3. Os judeus.

Nos tempos de Jesus, os judeus eram extremados na guarda do sábado. Ao serem espalhados, dispersos por todas as nações da Terra, após a destruição de Jerusalém, levaram consigo a observância sabática. Em tempo algum se perdeu o sétimo dia nas nações em que se estabeleceram.

4. O costume e a História.

O Pastor William Jones, de Londres, com a cooperação de competentes lingüistas de todo o mundo, elaborou um mapa da semana em 162 idiomas ou dialetos. Todos reconheceram a mesma ordem dos dias da semana, e 102 deles denominaram o sétimo dia, de sábado. Abram-se as enciclopédias, cronologias seculares ou eclesiásticas, e o domingo é reconhecido como o primeiro dia da semana, logo depois do sábado. Quer dizer que não houve extravio algum.

5. As igrejas.

A igreja primitiva observava o sábado. O Prof. Edward Brerewood, em sua obra Learned Treatise of the Sabbath, Oxford, 1631 (notem bem a data), afirma: "O sábado ou sétimo dia... era observado religiosamente na igreja oriental por 300 anos ou mais depois da paixão do Salvador." Quer observadores do domingo (católicos e protestantes), quer da sexta-feira (mulçumanos) ou do sábado (judeus e adventistas), na era cristã, jamais houve eles a menor dúvida quanto ao dia que guardam.

6. Astronomia.

Os registros astronômicos e datas, que remontam a 600 a.C. concordam com a contagem dos astrônomos de hoje, de que jamais se alterou em tempo algum o ciclo semanal.

Reformas do calendário.

Houve, de fato, mudanças no calendário. Nenhuma delas, porém, mexeu com a ordem dos dias da semana. Não vamos referir-nos às reformas precárias que não foram adotadas, ou apenas simbólicas como o calendário positivista, o da Revolução Francesa, e outros. Analisemos resumidamente as mudanças que alteraram a contagem dos meses, dias e anos. O calendário judaico vinha dos primeiros tempos bíblicos, e consignava o sábado. Os calendários das demais nações do Antigo Oriente, embora dessemelhantes quanto aos meses ou anos, eram contudo idênticos na divisão semanal.
O calendário romano mais antigo, que se crê fora dado por Rômulo, na qual propôs um ano de 305 dias em 10 meses, a partir de março. Numa, sucessor de Rômulo, acrescentou dois meses, elevando o ano civil para 365 dias. Quando Júlio César subiu ao poder supremo de Roma, notando que o calendário vigente era deficiente, chamou o famoso astrólogo Alexandrino Sosígenes para estudar a questão.
Este determinou que se abandonasse o calendário dos meses lunares, e se adotasse o egípcio. Essa reforma foi feita em 45 a.C. e a semana que vinha no calendário egípcio era paralela à do calendário judaico, e foi mantida.

Assim a ordem setenária dos dias da semana não se alterou. Isso foi antes do nascimento de Cristo. Nos tempos de Jesus e dos apóstolos, a semana na Palestina coincidia com a semana dos romanos quanto a ordem dos dias. Também a denominação dos dias era a designação ordinal, pois os nomes aos dias da semana se devem a Constantino, o mesmo que, por decreto, legalizou a observância do primeiro dia. Voltando a Júlio César, o calendário ficou alterado, sem afetar a ordem dos dias semanais. É a reforma chamada juliana.

A outra reforma que alterou a contagem, mas não a semana, é a denominada gregoriana, feita por ordem do Papa Gregório XIII. Os países latinos: Espanha, Portugal e Itália aceitaram-na em 1582. A reforma se fez no dia 4 de outubro daquele ano. O dia 4 de outubro pulou para 15 (havendo portanto uma subtração de 10 dias). Mas o dia 4 foi quinta-feira, e o dia 15 logo a seguir foi a sexta-feira, permanecendo inalterado o ciclo semanal. Nos países de fala inglesa a mudança gregoriana só foi aceita em 1752, em setembro daquele ano. Assim o dia 2 foi seguido pelo dia 14. Mas o dia 2 de setembro caiu, numa quinta-feira. De novo não se alterou a semana.

Testemunho dos Astrônomos.

Não creio haver pessoas mais bem informadas a respeito do assunto do que os astrônomos. Recorramos, pois, a eles. Eis o que depõem:

"Tivemos a oportunidade de investigar os resultados dos trabalhos de especialistas em cronologia, e jamais se soube de um sequer que tivesse a menor dúvida acerca da continuidade do ciclo semanal desde muito tempo antes da era cristã. Nenhuma das reformas havidas em nosso calendário, em séculos passados, afetou de algum modo o ciclo da semana." - Dr. A. James Robertson, Diretor do Observatório Naval de Washington, respondendo a carta de consulta, em 1932. (Fotocópia publicada à pág. 560 de Answers to Objections, de F. D. Nichol.)

Outra carta assinada por Sir Frank W. Dyson, do Real Observatório de Greenwich, Londres, diz, em 1932: "Tanto quanto se sabe, nas várias mudanças do Calendário, não tem havido nenhuma alteração na ordem dos sete dias da semana, a qual transcorre inalterada desde os mais remotos tempos." (Fac-símile no mesmo livro, pág. 562).

Depoimento do Prof. D. Eginitis, Diretor do Observatório de Atenas, num relatório apresentado à antiga Liga das Nações: "A quebra da continuidade da semana, que tem atravessado, ainda intacta, os séculos e todos os calendários conhecidos, e o uso universal desta unidade de medição de tempo, são as razões que se opõem a esta mudança de calendário."

Em Nature, publicação científica inglesa, de 06/06/1931, na "Coluna da Astronomia", há o seguinte tópico: "A regularidade ininterrupta da seqüência das semanas, que têm decorrido sem uma quebra por mais de três mil anos, está agora levantando debates... Alguns... defendem a utilidade de manter-se a unidade do tempo que se mantém invariável desde o alvorecer da História."

O Dr. Fotheringham, uma das mais eruditas autoridades em cronologia, num artigo, publicado no Nautical Almanac para 1931, pág. 740, afirma: "Evidência clara é que o período de sete dias era contado independentemente do mês e de todos os períodos astronômicos. Da Igreja Judaica passou-se ele para a Igreja Cristã."

O congressista Sol Bloom, de Nova Iorque, falando no senado americano, em 11/06/1929, sobre a reforma do calendário, disse: "As mudanças do calendário de modo algum interferiram na continuidade dos dias da semana... Não produziram quebra no ciclo semanal. As datas do mês foram alteradas, mas nunca os dias da semana... Não foi alterada quando a França cancelou dez dias de seu calendário no mês de dezembro. A mudança teve lugar numa sexta-feira, mas continuou sendo sexta-feira dia 20 em vez de sexta-feira dia 10... Os dias do ciclo semanal jamais foram alterados em tempo algum, em qualquer reforma processada no calendário." - Congressional Record, junho, 1829, pág. 5.

"A divisão da semana vem inalterável em milhares de anos" - M. Anders Donner, professor de Astronomia da Universidade de Helsinqui (Report on the Reform of the Calendar, 17 de agosto, 1926, pág. 51.

O espaço não nos permite citar perto de quinze depoimentos de autoridade em matéria de calendário, entre elas o Prof. M. Edouard Bailland, Diretor do Observatório de Paris, o Prof. Frederico Oom, Diretor do Observatório Astronômico de Lisboa, o Prof. M. Emile Picard, Presidente do Office of Longitudes.

Concluiremos com a transcrição dos debates havidos em torno da reforma do calendário, no Congresso de Washington, sessão de 21/01/1929, entre os congrecistas Sol Bloom, Cyrenus Cole e W. S. Eichelberger, então Diretor do Observatório Naval dos E.U.A:
"Mr. Bloom: Não é um fato que, nas mudanças produzidas no calendário, as datas foram mudadas, porém nunca os dias? V. Exa. sabe de algum tempo na História em que algum calendário, a partir do princípio do remoto calendário egípcio, em que o dia da semana se tenha trocado?
Mr. Eichelberger: Não, não sei absolutamente.
Mr. Bloom: Mas as datas foram mudadas?
Mr. Eichelberger: Sim, não há dúvida.
Mr. Bloom: V. Exa. pode mudar qualquer data do calendário a seu critério, como o fez o Papa Gregório, desprezando 10 dias em 1582, e o britânicos 11 dias em seu calendário, instituindo-se assim o calendário sob o qual vivemos. As datas foram trocadas, mas não foi alterado sequer um dia da semana...
Mr. Eichelberger: Tanto quando eu saiba, isto é exato.
Mr. Cole: Há fundamento na crença de que o sábado, ou outros dias da semana se têm sucedido em ininterrupta continuidade desde tempos remotos?
Mr. Eichelberger: Tanto quanto eu sabia, isto é verídico." - Congressional Report, pág. 68.
Temos absoluta certeza de que o dia de sábado jamais se perdeu na meada dos milênios. E, a despeito da multiplicidade das provas, contentamo-nos com uma: sendo o dia que tem o brilho inviolável da bênção divina, jamais se perderia na noite dos tempos. O próprio Deus Onisciente cuidou que assim fosse. E de fato o foi.
Já o mesmo não ocorre com os professos cristão em relação ao seu espúrio dia de repouso. Não têm certeza de que não se tenha extraviado nalguma alteração cronológica ou mudança de calendário na era cristã. Com este "complexo de extravio de dia", nem têm certeza do dia que guardam. Isto, porém, é um problema que pertence à eles.

A. B. Christianini, Subtilezas do Erro, 2.ª ed., 1981, pág. 168.

Leia Mais…

9 de dezembro de 2008

Os trilobitas: um enigma de complexidade

Arthur V. Chadwick

O mundo atual está na crista da onda do aumento de informações na área de Biologia Molecular. As informações estão sendo geradas tão rapidamente que é impossível que os pesquisadores da área se mantenham atualizados com o fluxo de dados; assim, a interpretação fica atrasada em relação ao surgimento dos dados. Nossa compreensão das complexidades de estrutura e função dentro da célula é revolucionada mais e mais quando descobrimos novos detalhes dos processos celulares. Neste contexto, é uma tragédia particular que nós continuemos, cegamente, dogmatizando uma teoria fundamental da biologia que tem mais de 150 anos: a teoria da evolução.

É compreensível que Darwin e outros dos primeiros protagonistas da teoria da evolução não levassem em conta as dificuldades envolvidas na evolução de formas de vida complexas, quando quase nada se conhecia sobre elas. Este era o caso quando Darwin começou a formalizar sua versão de uma teoria para a evolução espontânea e não dirigida de formas de vida, na primeira metade do século 19. O mesmo aconteceu no século subseqüente. Mas, durante os últimos 30 anos, o quadro tem sido mudado pelas ferramentas da sistemática molecular moderna, juntamente com os avanços em nossa compreensão dos processos celulares e moleculares em uma ampla variedade de organismos. Agora é possível fazer comparações detalhadas dos aspectos moleculares de uma grande variedade de organismos e construir ligações filogenéticas entre estes organismos, baseando-se nestas comparações. Com estas poderosas ferramentas à disposição, não é mais necessário supor que tipos de processos operavam nos organismos extintos, que não estão mais à disposição para serem estudados. Muito da arquitetura molecular de tais formas pode ser reconstruído a partir de dados facilmente disponíveis para nós atualmente. As conclusões de tal trabalho são muito surpreendentes e compreendem o assunto desta apresentação.

Os trilobitas são membros extintos do filo Arthropoda, ao qual pertencem os insetos modernos. Estas criaturas deixaram um registro fóssil longo e detalhado nas rochas, começando no início do Cambriano e terminando no Permiano. Os trilobitas eram formas requintadas, que possuíam corpos segmentados elaborados, com sistema nervoso cefalizado, apêndices torácicos e abdominais articulados, antenas e olhos compostos. Devido ao fato de os trilobitas serem formas extintas, sabemos muito pouco sobre seus hábitos de vida, exceto pelo que podemos deduzir pela sua associação com outras formas que têm representantes vivos, e a partir também de reconstruções cuidadosas dos ambientes deposicionais nos quais eles são encontrados. Entretanto, a teoria da evolução fornece-nos um mecanismo para reconstruir, em detalhes inimagináveis, a fisiologia e a biologia molecular destes primeiros tipos de metazoários, amplamente distribuídos.

Esta reconstrução tem um grande significado por nos fornecer um quadro da riqueza e complexidade das primeiras criaturas metazoárias. Esta reconstrução também contribuirá substancialmente para nossa compreensão dos processos que teriam que ter precedido o aparecimento destas surpreendentes criaturas que, em quase todos os lugares, marcam os limites entre rochas essencialmente desprovidas de vida metazoária e aquelas rochas que contêm evidência abundante de vida metazoária. Antes de começarmos a explorar a natureza dos trilobitas, lancemos algumas bases fundamentais para as premissas que exploraremos em nossa reconstrução.

Assim, neste artigo eu pretendo:

1. Demonstrar, usando a suposição fundamental da teoria da evolução, que podemos conhecer, em detalhes requintados, a biologia molecular do trilobita;

Mostrar que os trilobitas são tão complexos, a nível molecular, como qualquer forma moderna e, na ausência de qualquer evidência física da evolução de sistemas complexos, ou do aumento no conteúdo informacional dos sistemas complexos existentes, a crença na teoria da evolução é uma questão de pura fé, já que não há evidência física para o aumento no conteúdo informacional de qualquer sistema complexo. Outra teoria que explica as origens – a Criação Especial – tem precedentes científicos, porque ela realmente oferece uma explicação para as origens que se harmoniza com os dados disponíveis.



Revelando o passado

O que podemos saber sobre a biologia molecular e celular, e a fisiologia do trilobita? A premissa fundamental desta apresentação é que podemos determinar, em detalhes precisos e requintados, os mecanismos que operavam nas células e tecidos dos trilobitas. Esta premissa está baseada em uma síntese fundamental da teoria da evolução: a de que características compartilhadas em comum por organismos distintos, a nível molecular ou celular, são devidos a ambos terem uma ancestralidade evolutiva comum. Esta suposição é amplamente aceita sob o prisma evolucionista, e envolve toda a teoria da evolução, sendo a base de toda a taxonomia evolutiva moderna. Apesar de algumas similaridades anatômicas serem consideradas exemplos de evolução convergente (derivadas independentemente e não relacionadas geneticamente), tais como as asas de insetos, répteis, aves e mamíferos, tais casos são facilmente identificáveis, e as similaridades que existem a nível celular e molecular são geralmente consideradas como indicadores de ancestralidade comum. Assim, as características moleculares compartilhadas pelas ervilhas e pelo homem requerem que tenha havido, em um passado longínquo, um ancestral comum a ambos, que possuísse estas características comuns. (árvore filogenética, segundo Wray et al.). Qualquer outra conclusão requereria que eventos altamente improváveis tivessem acontecido repetidamente, com exata precisão, e isto falsificaria a suposição fundamental da sistemática molecular e tributaria a credulidade além dos limites. Conseqüentemente, qualquer característica complexa compartilhada pelos artrópodes modernos e pelo homem, ou pelos artrópodes e pela ervilha, deveria ter estado presente no ancestral comum a ambas as formas. Assim, a presença de características de biologia celular ou molecular em comum, entre os artrópodes modernos e o homem ou outras formas, requer que estas características sejam compartilhadas pelo ancestral comum de artrópodes e do homem. Como os trilobitas eram artrópodes, eles também devem ter apresentado estas características e então podemos, confiantemente, atribuir estas características complexas aos primeiros metazoários.

Dentre um grande número possível, vamos analisar alguns sistemas biológicos moleculares complexos. Será necessário, naturalmente, incluir algum material de natureza bastante técnica, a fim de demonstrar o nível de complexidade presente nas células. Isto é inevitável, pois esta base é necessária para desenvolver os pontos importantes. Estes detalhes são bem conhecidos pelos biólogos moleculares, mas não é necessário ser um biólogo molecular, nem entender os detalhes da complexidade, para entender o significado dos argumentos. Vou começar com a consideração de alguns dos processos básicos compartilhados pelas células dos metazoários. Então iremos examinar algumas das complexas características dos organismos metazoários, incluindo os trilobitas.

Tópicos abordados à guisa de introdução ao assunto específico do artigo

O que é necessário para a divisão celular?

Transcrição: do DNA ao m-RNA

Tradução: do m-RNA à proteína

Formação de uma proteína ativa

O cromossomo eucariota

A sinapse

A biologia do desenvolvimento dos trilobitas

O que podemos dizer sobre as vias metabólicas complicadas pelas quais um simples óvulo, no ovário de uma mãe trilobita, se transforma num descendente viável? Muito mais do que você poderia imaginar, graças aos avanços recentes em nossa compreensão da biologia molecular do desenvolvimento. Aqui eu só poderei dar um esboço dos detalhes. Deixe-me rapidamente contar um pouco sobre como um inseto é formado. Aqui nós vamos discutir sobre a mosca das frutas, Drosophila, que é um inseto que sofre metamorfose. Como estes insetos são bastante pequenos, não seria prática a eclosão de um descendente com asas, completamente funcionais, a partir de um óvulo fertilizado. A estratégia de muitos insetos é colocar um ovo, o qual "eclode" originando um ovo maior, chamado de larva. A larva é apenas um saco para acumular material alimentar, na preparação para a produção da forma adulta. Entretanto, nos recônditos mais profundos de cada larva, estão as sementes embrionárias de um organismo adulto. Denominados "discos imaginários", estes tecidos especializados permanecem dormentes até a formação da pupa. Neste momento a larva se dissolve e os discos imaginários se transformam nas várias partes do adulto. Este é um processo surpreendente por si só, mas a seqüência de eventos que levam à formação dos discos imaginários oferece uma visão sem precedentes do processo de desenvolvimento, que nos será de grande interesse em nossa consideração sobre o trilobita.

Enquanto o ovo ainda está dentro do ovário, são estabelecidos gradientes específicos de produtos gênicos reguladores dentro do ovo. Estes m-RNAs ou proteínas se originam do próprio núcleo do ovo ou de células maternas acessórias que rodeiam o ovo no ovário. Após a fertilização, são ativadas séries adicionais de genes, produzindo proteínas reguladoras adicionais, em regiões específicas do ovo fertilizado. Esta distribuição assimétrica de proteínas reguladoras resulta em cada célula ter uma combinação única de reguladores. O balanço desses genes reguladores determina quais genes são ativados e quais são suprimidos em cada célula, e esta assimetria, por sua vez, determina cabeça e cauda, e diferenciação ao longo dos eixos do corpo resultantes.

Este sistema de desenvolvimento é fantasticamente complexo. Estudos genéticos em Drosophila revelaram uma classe de genes do desenvolvimento que, quando sofriam mutação, resultavam não apenas em uma única alteração, tal como a cor do olho, mas produziam efeitos em massa que eram letais, ou resultavam em mudanças monstruosas na forma do corpo. Por exemplo, uma única mutação gênica em um dos genes reguladores resultou no crescimento de pernas no local onde se encontram normalmente as antenas, ou na formação de um segmento extra no corpo, com um par extra de asas. Vastas redes reguladoras ligam cada um desses genes do desenvolvimento a centenas de outros genes. Para seu assombro, investigadores descobriram que os genes que estavam controlando o desenvolvimento das moscas das frutas e os genes que controlam o desenvolvimento dos vertebrados, incluindo camundongos e homens, tinham estrutura muito semelhante e freqüentemente controlavam partes análogas dos embriões das moscas e do homem. E assim, estas seqüências de genes do desenvolvimento, presentes nas moscas e no homem, também estavam presentes nos trilobitas.

Estudos subseqüentes revelaram a localização de alguns destes genes no cromossomo. Quando se identificou e mapeou a série principal de genes reguladores que determina a polaridade do embrião de Drosophila (genes HOM-C), os investigadores descobriram um fato surpreendente, um fato que eles não esperavam e com o qual não estavam preparados para lidar, quando o encontraram: os genes que controlavam o desenvolvimento do eixo do embrião, da cabeça à cauda, estavam localizados no cromossomo na mesma ordem que a das porções da anatomia do organismo cujo desenvolvimento eles controlavam (colinearidade). Isto é inesperado por muitas razões, sendo uma delas a improbabilidade de tal arranjo ocorrer na ausência de um projetista. Alguns anos atrás, Murry Eden, um matemático do M.I.T., demonstrou a improbabilidade de se obterem genes com uma seqüência específica no cromossomo. Parece não haver nenhuma razão funcional para estes genes estarem tão organizados, apesar de que este quadro pode mudar. Mas este não era o fato mais assombroso. Estudos subseqüentes em vertebrados (principalmente nos camundongos, mas também no homem) mostraram que tipos semelhantes de proteínas reguladoras eram responsáveis pelo ordenamento da organização da cabeça até a cauda do corpo dos vertebrados, incluindo o homem. E estes genes (chamados de genes Hox), que eram muito semelhantes aos genes equivalentes na Drosophila (em alguns genes homeóticos, a similaridade entre Drosophila e o homem é de 98%) estão localizados no cromossomo na mesma ordem que a das moscas das frutas! Eles devem ter tido uma origem comum! E eles deviam estar presentes no trilobita, a primeira forma metazoária do Cambriano. Assim, nas primeiras formas, não só estavam presentes todas as complexidades da célula eucariota, mas também estava operando toda a complexidade insondável do sistema de desenvolvimento, envolvendo a interação de milhares de genes que todas as formas cefalizadas parecem ter em comum.

O olho do trilobita

O olho tem sido objeto de assombro durante toda a história registrada, devido às suas funções críticas. Certamente a existência de olhos compostos e completamente funcionais nos primeiros metazoários tem feito com que, de quando em quando, evolucionistas pensantes questionem seriamente sobre a base de sua origem. No caso dos trilobitas, não só as primeiras formas a aparecerem estavam equipadas com órgãos visuais altamente organizados, mas algumas das propriedades recentemente descobertas dos olhos dos trilobitas representam uma "proeza em otimização de função". Os olhos dos trilobitas, a partir do que podemos concluir pelo estudo das formas fósseis, têm muito em comum com os olhos dos insetos modernos. Certos trilobitas de meados do Paleozóico têm um sistema ótico único, desconhecido em qualquer outra criatura. O físico nuclear Levi-Setti (Diretor do Fermilab, da Universidade de Chicago), que é aficcionado por trilobitas, afirma com franqueza impertubável:

"E uma descoberta final – a de que a interface refratora entre os dois elementos das lentes do olho do trilobita foi projetada [ênfase adicionada] de acordo com as construções óticas elaboradas por Descartes e Huygens em meados do século dezessete – toca as raias da pura ficção científica".

Os eixos dos omatídeos individuais foram construídos a partir de cristais únicos de calcita, sendo o eixo ótico do cristal coincidente com o eixo ótico do elemento do olho. Isso representa um problema extraordinário para o trilobita, já que uma simples lente esférica e grossa de calcita não poderia decompor a luz em uma imagem. O elemento ótico do trilobita é uma lente composta, constituída por duas lentes com diferentes índices de refração, unidas em uma superfície de Huygens. Para que tal olho focalize a luz corretamente nos receptores, ele teria que ter exatamente esta forma de lente. Os princípios óticos requeridos foram elaborados pela primeira vez por Huygens no século dezessete, mas as lentes dos trilobitas funcionavam perfeitamente, usando estes princípios óticos, muito antes desse matemático holandês entender como. Os primeiros trilobitas não tinham estas lentes sofisticadas, mas os seus olhos eram, aparentemente, mais semelhantes aos dos insetos modernos. Porém, não se conhecem formas intermediárias no registro fóssil. Quando a lente de Huygens apareceu pela primeira vez, ela era completamente funcional.

O mecanismo regulador do desenvolvimento do olho deve realmente ser complexo. Estima-se que 2.500 a 5.000 genes estão envolvidos no processo de desenvolvimento. Alguns dos detalhes do desenvolvimento estão sendo solucionados em Drosophila, onde alguns dos genes de ligação mestres são conhecidos. Cada faceta individual ou omatídeo de um olho composto, tal como o da Drosophila, consiste de um grupo de oito células, sete das quais se desenvolverão em receptores de luz. Descobriu-se que uma dessas células retinais, chamada R7, era responsável pela detecção da luz ultra-violeta. A via do desenvolvimento da R7 tem sido assunto de uma intensa investigação por muitos anos. Ela revelou uma cascata de interações que parece representar a maioria das vias de ligação externa das células. A membrana da célula R7 contém uma proteína especial, o receptor da tirosina quinase (RTK). Esta proteína possui um sítio receptor extracelular, uma região transmembrana e uma região enzimática intracelular. Quando algum ligante externo se liga ao receptor (neste caso é o ligante de membrana da oitava célula), a molécula se une com outro RTK, formando um dímero. As duas moléculas então se empenham na fosforilação recíproca de três resíduos específicos de tirosina, cada um na outra molécula. Assim fosforilada, a região citosólica pode se ligar a uma proteína citoplasmática específica (GRB2) que reconhece o RTK fosforilado. Quando a GRB2 se liga ao RTK, este pode então se ligar a uma terceira proteína, Sos. O complexo Sos faz com que a proteína associada à membrana, Ras, perca GDP, que é então substituído por GTP. Nesta condição, a proteína Ras se liga à proteína chamada Raf, uma quinase da treonina/serina. Quando ligada ao Ras ativado, Raf é capaz de ligar e fosforilar outra quinase específica da tirosina/treonina, a MEK, ativando-a. MEK por sua vez ativa uma enzima citoplasmática, a MAP quinase, através da fosforilação dos resíduos de tirosina e treonina nesta enzima. A MAP quinase está aparentemente envolvida na fosforilação das proteínas de ligação ao DNA e outras proteínas celulares chave, que resultam na mudança da direção da diferenciação celular, de tal modo que a célula agora se transformará numa R7 normal. O que é especialmente digno de nota nesta cascata, é que ela é encontrada em todas as células de organismos eucariotas multicelulares e, com pequenas alterações, também nos eucariotas unicelulares (leveduras e protozoários).

Recentemente, como resultado da manipulação de um gene mestre do desenvolvimento, o "eyeless", produziram-se moscas com olhos em várias partes do corpo, incluindo as asas, pernas e extremidades das antenas, como resultado da ativação do gene em posições anormais. Um gene mestre semelhante foi encontrado nos vertebrados, que possuem olhos completamente diferentes dos insetos. O gene do homem, camundongo e outros animais é quase idêntico ao da Drosophila. Quando o gene apropriado de um cromossomo do camundongo (e possivelmente também de um ser humano) foi inserido em uma mosca, ele produziu olhos de mosca em todos os lugares do corpo em que foi ativado. Os dois genes são suficientemente semelhantes, de modo que o gene de mamífero leva à formação de um olho de mosca. Nossa linha de raciocínio nos leva a concluir que o sistema de genes que leva ao desenvolvimento do olho estava presente e funcionando nos primeiros trilobitas. Há um número cada vez maior de vias metabólicas do desenvolvimento que são "conservadas evolutivamente", um eufemismo para "embaraçosamente semelhantes", em um largo espectro de organismos, e a maioria delas estaria presente nos trilobitas. Por exemplo, os genes responsáveis pela organização da dorso-ventralidade no homem foram descobertos, utilizando os genes de Drosophila como sonda molecular. Os genes responsáveis pela organização do cérebro humano na embriogênese foram descobertos utilizando os genes de Drosophila como sonda. O olho, a parte posterior do cérebro e a medula espinhal, o "pathing" dos axônios, a diferenciação dos músculos do esqueleto e do coração, a resposta fotoperiódica, a escultura dos tecidos envolvendo a morte de células selecionadas (apoptose), a modelagem embrionária, a sinalização celular e milhares de outros exemplos de processos "conservados evolutivamente" poderiam ser citados. Até a formação dos membros é dirigida, nas moscas das frutas, por um gene (Hedgehog), cujo gene homólogo nos vertebrados (Hedgehog Sônico) comanda a formação dos membros em todos os vertebrados conhecidos, incluindo o homem, camundongo, galinha e até o peixe! O elaborado mecanismo responsável precede claramente qualquer organismo com membros conhecido. De onde veio toda essa informação?

O problema da complexidade dos primeiros metazoários

Onde e quando ocorreu a evolução???

CONCLUSÃO

Fizemos uma consideração cuidadosa de uma pequena amostragem dos milhares de exemplos de complexidades compartilhadas pelas formas modernas, que poderiam ter sido utilizados. Vimos que, a partir de uma cuidadosa consideração das evidências, a teoria da evolução não explica a origem dos sistemas ricos em informação dos organismos biológicos.

Vimos que os trilobitas, os primeiros fósseis abundantes e bem representados de metazoários, apresentavam uma complexidade inimaginável em cada detalhe, com olhos compostos, com apêndices abdominais e brânquias, com pernas e antenas e com formas esculturais intrincadas e complexas. Eles possuíam sistemas musculares e nervosos totalmente funcionais. Os seus olhos se desenvolviam por processos não só semelhantes aos dos outros artrópodes, mas semelhantes aos dos vertebrados, incluindo o homem. O sistema complexo de desenvolvimento das formas cefalizadas já estava presente e funcionando. Milhares de outras complexidades de biologia molecular, compartilhadas pelas formas modernas, já estavam operando. De onde vieram estas complexidades? Não há evidência da existência de forma anterior alguma da qual elas poderiam ter derivado. Além disso, não há evidência da existência de algum mecanismo, nos sistemas biológicos, que adicione informações a sistemas complexos (Spetnar, 1998). Argumentar que eles vieram de formas pré-cambrianas, que não se preservaram porque não tinham partes duras, é argumentar novamente com base na AUSÊNCIA DE EVIDÊNCIA. A ausência de evidência, em ciência, deve ser interpretada como evidência de ausência. Não existe seqüência evolutiva pré-cambriana porque não houve evolução pré-cambriana. A evolução como uma explicação para a existência de sistemas viventes complexos é um ponto de vista de natureza religiosa, sustentado por aqueles que desejam que o mundo não tenha nenhum Originador. Os trilobitas e todas as outras formas apareceram em cena como organismos completamente formados e completamente competentes. Já passou da hora de substituir a teoria da evolução orgânica por uma teoria que possa explicar os dados. A única teoria que pode explicar a origem da informação é a teoria da Criação Especial. Eu não peço desculpas por escolher colocar a minha fé na existência de um Mestre Projetista, uma posição que é consistente com a mais clara interpretação da evidência disponível no registro fóssil, consistente com a mais clara leitura do livro de Gênesis e uma fé que é positiva, enaltecedora e cheia de esperança para o futuro.

Resumo

Meu objetivo nesta apresentação foi explorar o impacto que as descobertas da biologia molecular moderna estão tendo em nossa compreensão da história da vida na Terra. Procurei demonstrar, usando uma suposição fundamental da teoria da evolução, que podemos conhecer, em detalhes requintados, a biologia molecular das primeiras formas de vida metazoárias, das quais temos um registro consistente – o trilobita. Reconstruimos a biologia molecular do trilobita, para construirmos um exemplo da existência, no primeiro metazoário fóssil, de todas as principais inovações representadas pelo espectro da vida na Terra atual. Na ausência de evidência física da evolução de sistemas complexos e na ausência de evidência de qualquer aumento no conteúdo informacional dos sistemas complexos existentes, a crença na teoria da evolução orgânica permanece como uma questão de pura fé. Na falta de evidência física para o aumento em conteúdo informacional de qualquer sistema complexo, outra teoria que explica as origens – Criação Especial – tem precedência científica, pois ela realmente oferece uma explicação para as origens que se adequa aos dados.

A tradução deste artigo foi feita pela Professora Dra. Márcia Oliveira de Paula

Arthur V. Chadwick, PhD., é Professor de Geologia e Biologia na Southwestern Adventist University, em Keene, Texas, 76059, U.S.A.

Leia Mais…

A suposta base para a teoria Dia=Era

Richard Niessen

Dois elementos são essenciais em qualquer esquema evolucionário, quer teísta quer ateísta: longos períodos de tempo e a suposta validade do enredo evolucionário, molécula-para-homem. Os ateístas mostram pouca preocupação pelo relato bíblico, exceto para ridicularizar as suas declarações. Evolucionistas teístas, porém, professam uma certa fidelidade às Escrituras e precisam tentar harmonizar o relato bíblico com o enredo evolucionário. 0 texto bíblico, pelo menos ao observador imparcial, indica um universo e uma terra formados em seis dias; evolucionistas supõem pelo menos seis bilhões de anos. 0 mecanismo pelo qual os evolucionístas teístas harmonizam os dois, é conhecido como a Teoria Dia-Era.

O termo chave nesta tentativa de harmonia é a palavra dia como é usada em Gênesis 1. A palavra hebraica para dia é yom e, sabemos que ela é usada numa variedade de modos: (1) o período da luz do dia no cicio diurno, como em Gênesis 1:5,14,16,18; (2) um período normal de 24 horas; e (3). um período de tempo indefinido como no Salmo 90:10.

A passagem para a qual invariavelmente se apela é 11 Pedro 3:8: "Para com o Senhor, um dia é como mil anos, e mil anos como um dia". Também é alegado que houve demasiada atividade no sexto dia (Gênesis 2), para encaixar dentro de um dia normal: Adão nomeando milhares de animais e descobrindo a sua solidão, e a subsequente criação de Eva. A alegação então é de que os dias de Gênesis 1 são realmente longos períodos de tempo, que correspondem aos principais períodos da história geológica evolucionária.

A Refutação da Teoria Dia-Era.

A maioria dos criacionistas que crêem na Bíblia, sustenta que a Teoria Dia-Era, é uma opção não bíblica, pelas seguintes razões:

1. Uma interpretação imprópria de 11 Pedro 3:8.

Em hermenêutica (a ciência de interpretação bíblica) é evidente que 11 um texto sem um contexto é um pretexto. Da mesma forma como a gravação de uma fita pode ser editada para fazer o alto falante dizer tudo o que o editor desejar, assim as Escrituras podem ser manipuladas para satisfazer a fantasia ou predisposição de urna pessoa. Por exemplo: 11 Respondeu Jesus... Que é a verdade?" ( João 18:37,38 ). Todas as palavras acima citadas, são diretamente tiradas da Bíblia, mas um exame mais atento revela que foi realmente Pilatos que proferiu a afirmação, e que as palavras intermediárias têm sido omitidas.

II Pedro 3:3-10 é uma unidade. 0 contexto fala de zombadores nos últimos dias que irão ridicularizar a segunda vinda de Cristo, 0 raciocínio deles é de uniformidade em sua natureza: Jesus prometeu voltarem breve, Ele ainda não voltou, por conseguinte não vai voltar de forma alguma. Pedro refuta essas suposições de uniformidade com urna referência ao dilúvio e a certeza de um julgamento para esses zombadores. Daí, respondendo a acusação que Cristo falhou, deixando de cumprir a promessa, Pedro escreve as palavras em questão, e conclui reafirmando a certeza da segunda vinda de Cristo,

Verso 8 nunca foi escrito para ser uma fórmula matemática de 1=1.000 ou 1.000=1. 0 essencial é que Deus criou o tempo, bem como o universo, e por isso está acima dos mesmos (conforme Hebreus 1:2 ). Enquanto que nós mortais pensamos que 1.000 anos é um longo tempo, Deus pode medir 1.000 anos de história como nós podemos medir o horizonte de um lado para outro. 0 verso também poderia ter sido igualmente redigido, "Cinco minutos são para o Senhor como dez mil anos", e ainda ter exprimido a mesma mensagem. Note o uso da palavra como, descrevendo similaridade, não é a mesma que um sinal de igualdade. Reciprocamente, Deus é capaz de fazer em um dia o que normalmente exigiria mil anos para se realizar. Uma sugestão pertinente aqui, à luz da referência da passagem à Criação e ao dilúvio, é uma possível alusão à rápida formação das camadas sedimentares da assim chamada coluna geológica. As atividades diluvianas de um dia poderiam formar camadas sedimentares que normalmente levariam mil anos para se formarem pelos processos uniformitarianos (que agem vagarosamente).

11 Pedro 3:8 não tem nada a ver com a duração da semana da criação. Gênesis 1 deve ser interpretado no seu próprio contexto e não por um verso irrelevante, escrito 1.500 anos mais tarde.

2. A insuficiência de um dia de mil anos.

Em benefício da discussão, vamos supor ser verdade a fórmula matemática que os evolucionistas teístas desejam Nesse caso, dia um são os primeiros mil anos da história da terra, dia dois os segundos mil anos, etc. A consistência logicamente ditaria que cada um dos seis períodos é da mesma duração, resultando em um período de criação de 6.000 anos do nada até Adão. Mas 6.000 anos é apenas uma gota no oceano, comparado como o tempo exigido para fazer funcionar o sistema evolucionista. Admitamos ser um dia igual a 10.000 anos. Não, nem 60.000 anos é um tempo suficiente. Que tal 1 dia igual a 100.000 anos? 1 milhão de anos? 10 milhões de anos? 100 milhões de anos? 1 bilhão de anos? Ah, sim, isto bastará para o tempo exigido! Mas o que acontece com a línguagem como instrumento de comunicação de informação significativa? Se as palavras têm esse tipo de infinita flexibilidade, então, a arte da comunicação é verdadeiramente uma causa perdida. Essas táticas seriam tratadas com o máximo desprezo se elas fossem aplicadas em qualquer outro campo de estude:. Certamente não deveríamos tolerá-las no estudo da Palavra de Deus,

Parece que 11 Pedro 3:8 é meramente a cunha usada para fazer a cabeça do camelo entrar na tenda. A palavra hebraica olam estava disponível para comunicar a idéia de um longo período de tempo, se Moisés realmente tivesse a intenção de transmitir tal idéia. E a palavra hebraica yom estava disponível se ele tivesse desejado transmitir a idéia de um dia de 24 horas.

3. As exigências do uso primário da palavra.

Cada língua possui certas palavras que são usadas em diferentes contextos, com diferentes significados. Por exemplo, o Webster's Dictionary define o substantivo shíp (navio) como segue:

Ship (n) 1) um barco grande que navega pelo mar; 2) avião; 3) os oficiais e a tripulação de um navio. Se você fosse capaz de ver a forma substantiva de ship, isolada e sem contexto, quais das três definições lhe chegaria primeiro à mente? Obviamente a definição colocada como 1, ou a definição primária da palavra. Se o contexto absolutamente o exigisse, o 3 poderia ser usado, mas isso certamente seria um uso incomum da palavra.

Da mesma forma acontece nas Iínguas bíblicas. Os dicionários (Grego e Hebraico) anotam as palavras e daí as definições em ordem decrescente de uso. Não se traduz o Grego e o Hebraico lançando a sorte, nem girando a roleta. Em qualquer tradução é sempre dada a prioridade ao uso primário de qualquer termo, e usos secundários são empregados somente quando o uso primário não faz sentido no contexto no qual o termo é colocado.

A palavra hebraica yom é usada mais de 2.000 vezes no Velho Testamento. Um estudo apressado revela que em mais de 1.900 casos (95%) a palavra é claramente usada para descrever um dia de 24 horas, ou a parte iluminada de um dia normal. Os outros 5% se referem a expressões tais como "o dia do Senhor" ( Joel 2:1 ) as quais de maneira alguma necessitam ser exceções, sendo que a segunda vinda de Cristo ocorrerá em um dia particular (1 Coríntios 15:51,52), mesmo que o seu reinado se estenda sobre um período de tempo mais longo. (Não há praticamente nenhuma dessas exceções que efetivamente exigem o significado de um outro período de tempo senão o dia solar). Por isso, mesmo sem um contexto, um tradutor imparcial normalmente entenderia a idéia de um "período de 24 horas" para a palavra yom.

4. As exigências de contexto.

Geralmente as palavras não estão isoladas umas das outras. Quando elas aparecem na escrita, elas são sempre rodeadas por outras palavras para modificá-las e ou clarificá-las Usemos a palavra ship empregada como ilustração no último ponto. É necessário somente acrescentar duas palavras, para não somente diferenciar entre as formas de substantivo e verbo, mas também para clarificar qual dos usos é intencionado dentro daquela forma. Por exemplo: ---0 ship voou". 0 artigo definido identifica a forma como um substantivo; o verbo identifica o uso secundário da palavra com um avião ao invés de um barco.

Nós não precisamos bater o assunto multiplicando exemplos aqui. Se nós escrevemos: "Eu revolvi a terra do quintal no meu dia de folga", fica claro pelas palavras circunvizinhas que esta atividade é confinada para um dia específico. Este é o caso em Gênesis 1, todas as palavras circunvizinhas transmitem ao leitor imparcial, a idéia de que cada atividade é confinada para um dos dias específicos de 24 horas desta semana da criação.

5. O qualificador numérico exige um dia de 24 horas.

A palavra "dia" aparece mais de 200 vezes no Velho Testamento com números (isto é, primeiro dia, segundo dia, etc.). Em cada caso singular, sem exceção, ela se refere a um dia de 24 horas. Cada um dos seis dias da semana da criação é qualificado assim, e por isso a consistência do uso no Velho Testamento também exige um dia de 24 horas.

6. Os termos "Noite e Dia" necessitam de um dia de 24 horas.

As palavras noite (52 vezes) e manhã (220 vezes) sempre se referem a dias normais onde elas são usadas em outros lugares no Velho Testamento. 0 dia judeu iniciava com o anoitecer (pôr do sol) e terminava com o início do anoitecer do dia seguinte. Deste modo é apropriado que a seqüência seja noite - manhã (de um dia normal) ao invés de manhã - noite (início e fim). 0 hebraico literal é ainda mais marcante: "Houve tarde e houve manhã, dia um... Houve tarde e houve manhã, dia dois," etc.

7. As palavras "dia" e "noite" são parte de um dia normal de 24 horas.

Em Gênesis 1:5,14-18, as palavras dia e noite são usadas nove vezes de tal maneira que elas podem referir-se apenas aos períodos claros e escuros de um dia normal de 24 horas.

8. Gênesis 1:14 distingue entre dias, anos e estações.

E disse também Deus: "Haja luzeiros no firmamento dos céus, para fazerem separações entre o dia e a noite; sejam eles sinais, para dias e anos". Claramente a palavra dia aqui representa dias, anos representa anos, estações representa estações.

É uma desculpa, para desviar a atenção da verdade, alegar que, se o sol não apareceu até o quarto dia, não podia haver dias e noites nos primeiros três dias. A Bíblia claramente diz que havia uma fonte de luz (aparentemente temporária em sua natureza, Gênesis 1:3), que houve períodos alternados de luz e trevas (1:4-5), e que houve noite e manhã durante aqueles primeiros três dias (1:5, 8, 13)

9. A Simbiose requer um dia de 24 horas.

A simbiose é um termo biológico descrevendo uma afinidade mutuamente benéfica entre dois tipos de criaturas. De particular interesse para nós são as espécies de plantas que não podem se reproduzir à parte dos hábitos, de certos insetos ou pássaros. Por exemplo, a planta iúca é dependente da mariposa íúca, e a maioria das flores precisa de abelhas ou de outros insetos para a polinização e reprodução. A árvore calvária, na ilha Maurícia, era totalmente dependente do pássaro dodó para ingerir a sua semente, escarificar a dura camada da mesma, e excretar as sementes antes que a germinação pudesse se realizar. Desde que o pássaro dodó se tornou extinto em 1.681, não tem havido nenhuma reprodução dessa árvore. De fato, as árvores mais novas têm 300 anos de idade! Muitos exemplos adicionais poderiam ser citados.

De acordo com Gênesis 1, as plantas foram criadas no terceiro dia (versos 9-13), os pássaros no quinto (versos 20-23), e os insetos no sexto dia (versos 24,25,31). As plantas poderiam ter sobrevivido por 48 ou 72 horas sem os pássaros e as abelhas, mas será que elas teriam sobrevivido 2-3 bilhões de anos sem ajuda mútua como afirma a Teoria Dia-Era? Muitos pássaros comem somente insetos. Será que eles poderiam ter sobrevivido um bilhão de anos enquanto estavam esperando pelo desenvolvimento dos insetos? Dificilmente. (Note que a origem da Bíblia não é a ordem exigida pela evolução).

10. A sobrevivência de plantas e animais necessita de um dia de 24 horas.

Se cada dia fosse verdadeiramente um bilhão de anos, como os evolucionistas teístas afirmam, então metade do dia (500 milhões de anos) teria sido trevas. Lemos explicitamente no verso 5 que a luz foi chamada dia e as trevas noite, e que cada dia tinha um período de luz - trevas. Como então as plantas, os insetos e os animais, teriam sobrevivido através de cada intervalo de 500 milhões de anos de trevas? Nota-se claramente a necessidade de um dia de 24 horas.

11. O testemunho do quarto mandamento.

É uma coisa maravilhosa observar a harmonia das Escrituras e a regularidade com a qual Deus executa os seus planos. Já tentou saber por que houve seis dias de criação, ao invés de um outro número? Á luz da criação aparentemente instantânea dos novos céus e da nova terra de Apocalipse 21, e da natureza instantânea dos milagres do Novo Testamento, por que é que Deus leva um tempo tão longo como seis dias para criar todas as coisas? E por que Deus descansou no sétimo dia? Será que cansou-se após todo esse esforço? Não, Salmo 33:6-9 afirma que "Os céus por sua palavra se fizeram... Pois Ele falou, tudo se fez; Ele ordenou, e tudo passou a existir". Não há nenhum sinal de esforço aqui. Gênesis 2:2-3 simplesmente que dizer que Ele parou de trabalhar porque a ordem criada estava completada, não porque Ele estava cansado.

O comentário sobre essas questões se encontra em Êxodo 20 -8-11, e onde consta o seguinte:

* verso 8 lembra-te do dia de sábado, para o santificar.
* verso 9 seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra.
* verso 10 Mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus; não* farás nenhum trabalho...
* verso 11 - porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e no sétimo dia descansou.

Versos 8-10 falam do homem trabalhando seis dias e descansando do seu trabalho no sétimo. Estes obviamente não são períodos de tempo incalculavelmente longos, mas dias normais de 24 horas. Uma palavra-chave no verso 11, é porque, pois ela introduz a base lógica ou o fundamento para o mandamento anterior. Ela continua em igualar o período de tempo da semana (seis dias mais um dia) e afirma que Deus mesmo havia colocado o exemplo em Gênesis 1. Esta é verdadeiramente a razão porque a semana da criação era de 7 dias - não mais, nem menos. A passagem se torna um absurdo se lêssemos: "Trabalhe por seis dias e descanse no sétimo, porque Deus trabalhou por seis bilhões de anos e está agora descansando durante o período do sétimo bilhão de ano". Se Deus está descansando, quem partiu as águas do mar vermelho, em Êxodo 14? E o que Jesus queria dizer em João 5:17 quando Ele disse, Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também"?

Às vezes os evolucionistas teístas alegam que nós não sabemos a duração dos dias na época remota em Gênesis 1. Em primeiro lugar, Gênesis 1 não foi em época remota, mas foi somente alguns mil anos antes da escrita do livro de Êxodo. Desde que a terra está constantemente diminuindo a velocidade de sua rotação, a terra primordial teria girado com maior velocidade, e portanto os dias teriam sido mais curtos, não mais longos.

Contudo, as pessoas do dia - era têm passado por cima de algo ainda mais óbvio aqui: Gênesis 1 e Êxodo 20 foram escritos pelo mesmo autor - Moisés - mais ou menos na mesma época (1.500 A.C.). Por isso, a comum autoria de ambas as passagens é uma evidência que ele tinha em mente o mesmo período de tempo quando ele usou a palavra dia. Além disso, podemos notar que o quarto mandamento foi na realidade escrito pelo próprio dedo de Deus em tábuas de pedra (Êxodo 31:18; 32:16-19; 34:1, 28, 29; Deuteronômio 10:4). Se qualquer pessoa deveria saber a duração dos dias, essa deveria ser o próprio Criador!

12. O testemunho dos Rabinos.

A literatura talmúdica contém comentários de virtualmente cada passagem do Velho Testamento. A liberdade que eles tomam em interpretar algumas passagens espantam a imaginação, não obstante, uma coisa é certa: eles são unânimes em aceitar um dia normal de 24 horas para Gênesis 1. Se houvesse o menor indicador gramatical ou contextual dentro daquele capítulo que apontasse para um período mais longo, pode estar certo que eles o teriam descoberto e por fim desenvolvido. 0 fato de eles não o fazerem é um forte testemunho para interpretar' os dias como períodos normais de 24 horas.

13. O testemunho dos pais da igreja.

Às vezes é afirmado que os pais da igreja criam em longas épocas para os dias de Gênesis 1. Isto é uma meia verdade. Os únicos dois que tinham este parecer eram Orígenes e Clemente de Alexandria, e eles eram alegorizadores que inventavam interpretações incomuns para cada parte das Escrituras. 0 sistema deles de alegorizar conduziu às interpretações mais incríveis, as quais eram restringidas somente pelos limites de suas férteis imaginações. Outros comentaristas antigos de Gênesis 1 incluem a Epístola de Barnabé, Ireneu e Justino Mártir. As observações desses homens têm sido freqüentemente mal entendidas e interpretadas como se eles acreditassem na Teoria Dia-Era. Isto não é verdade. 0 que eles estavam fazendo era desenvolver uma estrutura escatológica que incluía um reino ,literal de Cristo de 1.000 anos sobre a terra (o milênio). A lógica deles seguia estas linhas:

a) Deus trabalhou por seis dias e descansou no sétimo.
b) Para com o Senhor, um dia é como mil anos (11 Pedro 3:8).
c) Os seis dias da criação e um dia de descanso conseqüente tipificam os seis mil anos da história humana, que será concluída pelo milênio de mil anos, seguido pela eternidade. A criação aconteceu 4.000 A.C., portanto, o milênio deveria começar 2.000 A.D., terminar 3.000 A.D., e introduzir o período infinito da eternidade.

Independentemente de concordarmos ou não com o raciocínio deles e a resultante estrutura profética, concluímos que esses pais da antiga igreja não negavam a criação literal de seis dias, mas estavam declarando a sua fé nela.

A opinião dos reformadores (Lutero, Calvino, etc ... ) é a de uma criação de seis dias, de 24 horas cada um deles.

0 comentário de Thomas Scott de 1.780 geralmente menciona interpretações variadas onde elas existem, mas não diz nada sobre qualquer possibilidade dos dias serem diferentes do que períodos de 24 horas.

É somente desde a metade do século dezenove que os comentaristas começaram a falar sobre longos períodos de tempo dentro do próprio Gênesis 1. Isto é realmente surpreendente! O Pentateuco foi escrito por Moisés em 1.500 A.C. A Teoria DiaEra não é mencionada por nenhum estudioso bíblico sério até 1.800 A. D. Por 3.300 anos este suposto segredo ficou escondido, aguardando a manha dos estudiosos do século dezenove para desvendar os seus mistérios e revelá-los a um mundo em expectativa! Há algo de errado aqui. Ou Deus não sabe como se expressar claramente, ou os estudiosos bíblicos foram cegos por três mil anos, por falharem em ver essa verdade óbvia, ou ... a Teoria Dia-Era nada mais é do que uma moderna invenção.

Será que há algum evento em meados de 1.800 que encaixaria com isto? Efetivamente há. Foi nesta época que Origin of Species de Darwin, Principles of Geology de Lyell, e outros tratados evolucionários estavam inundando o mercado, resultando em uma aceitação popular muito difundida dos principais dogmas da evolução. Em vez de manter o seu terreno e insistir na autenticidade da descrição de Deus sobre as origens, muitos teólogos fizeram da teoria evolucionária o critério da verdade e praticamente caíram um por cima do outro em sua luta selvagem para comprometer a descrição bíblica das origens com as especulações dos ateístas e agnósticos do século dezenove. Onde. se chega a uma disputa entre a Bíblia e as teorias dos homens, parece que sempre há aqueles que irão pender para o mal para assegurar que a Bíblia leva a pior.

14. O problema Teológico do pecado e da morte.

De acordo com os evolucionistas teístas, a vida das plantas e dos animais floresceu e morreu pelo menos 500 milhões de anos antes que o homem evoluiu. A morte deles tem sido registrada visto que os fósseis permanecem enterrados nas camadas sedimentares da assim chamada coluna geológica.

Romanos 5:12, contudo, não concorda: "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado. a morte, assim também a morte passou a todos os homens porque todos pecaram".

A passagem então prossegue identificando Adão como o homem mencionado no verso 12. Não há nada de ambíguo sobre a passagem, ela significa exatamente o que diz: Adão foi o primeiro homem, e não houve morte antes do incidente do Jardim do Éden registrado em Gênesis 3. Ou a evolução teísta e a sua Teoria DiaEra estão errados, ou Romanos 5:12 está errado. Aqui não há como harmonizar ou permanecer indeciso; temos que fazer uma escolha entre a evolução teísta e as declarações simples da Bíblia.

Ainda há uma outra lição a ser aprendida dessa tendência entre os neo - evangélicos atuais, de fazer uma falsa dicotomia entre as afirmações de fé e prática da Bíblia e as afirmações pertencentes à ciência e história. As primeiras, eles dizem, são acuradas; as últimas são crivadas com erros de fatos. Este ponto de vista também é conhecido como inspiração parcial ou inerrância limitada.

Romanos 5:12 mostra que o acima mencionado é insustentável porque a passagem baseia uma doutrina teológica (o pecado do homem) sobre um evento histórico (a queda de Adão). Da mesma forma, 1 Coríntios 15:45 baseia a doutrina da ressurreição sobre a historicidade de Adão como o primeiro homem. Muitos outros exemplos poderiam ser citados, mas a lição é clara: a teologia ("fé e prática") da vida cristã é inseparavelmente ligada e entrelaçada com a historicidade e veracidade científica das porções narrativas das Escrituras. Negar a um é negar a outro.

15. A exeqüibilidade dos eventos do sexto dia.

Um dos problemas parece ser: como Adão poderia ter nomeado todos os animais em um dia? Há dois fatores para considerar aqui.

Primeiro, somente um número limitado de animais são necessários, 0 propósito de desfilar esse séquito de animais diante de Adão parece ter sido para demonstrar a ele que o homem pertencia a uma ordem de criação completamente diferente da do reino animal e que nenhum deles jamais poderia servir como um companheiro físico e psicológico para ele. Isto obviamente elimina a maioria dos organismos da terra: insetos, camundongos, lagartos e peixes que nem mesmo se qualificam. Sendo que Deus selecionou os animais neste caso, Ele provavelmente limitou o número de candidatos àqueles que seriam mesmo concebivelmente apropriados. 0 próprio texto os limita a " todos os animais domésticos, às aves dos céus, e a todos os animais selváticos" (Gênesis 2:20).

Segundo, Adão deve ter tido uma inteligência extremamente alta. Pelo motivo de Adão ter sido capaz de usar 100 por cento de seu cérebro perfeito, ele provavelmente teve um QI de 1.500 ou melhor. Além disso, Adão não precisou estudar o seu vocabulário; Deus o programou para dentro do seu cérebro no momento da sua criação, e ele foi criado como uma pessoa plenamente funcional. É por isso que Adão nomeou com a maior facilidade os animais que foram trazidos diante dele.

O segundo problema é devido a uma má interpretação do texto bíblico, onde diz em Gênesis 2:18 que "Não é bom que o homem esteja só". Estar só não é a mesma cousa que estar solitário. A última requer algum tempo, a primeira não.

A não ser que alguém esteja predisposto, por causa de presunções externas (evolução), a achar defeitos com a passagem, não há nada inerentemente irracional sobre os eventos terem ocorrido em um dia normal de 24 horas, como indicado.

CONCLUSÃO

Muito poderia ser dito sobre os erros do modelo da evolução e da superioridade científica do modelo da criação, mas isto vai além da finalidade desta dissertação. A ênfase aqui tem sido dada naquele que professa ser cristão que está tentando ajuntar desigualmente dois enredos (criação e evolução) e que está usando uma metodologia contrária às Escrituras (Teoria Dia-Era) para conseguir esse matrimônio profano.

Eclesiastes 4:12 fala sobre um cordão de três dobras que não se arrebenta facilmente. A Teoria Dia-Era, de acordo com a evidência acima, não é permitida pela Escritura, e por conseguinte é falsa. Elias disse, "Até quando coxeareís entre dois pensamentos..." ( I Reis 18:21 ). Cada um de nós precisa decidir onde ele se encontra nesta questão vital.

Leia Mais…

6 Bilhões!!!

No dia 12 de outubro de 1999, de conformidade com dados estatísticos mundiais, o planeta Terra teria completado o número de 6.000.000.000 de habitantes. Embora não se possa saber com precisão quando nasceria o bebê que iria completar esse número de habitantes sobre a face da Terra, a Organização das Nações Unidas escolheu esse dia para a comemoração do evento, que, com certeza ocorrerá antes do fim de 1999.

O século XIX começou com uma população mundial inferior a dois bilhões. Portanto, a população mundial triplicou em cem anos. De conformidade com Carl Haub, demógrafo do "Population Reference Bureau", em Washington, U. S. A., o último bilhão dos seis bilhões de pessoas foi acrescentado à população mundial somente nos últimos doze anos, o que não deixa de ser fenomenal!

1 – Há dois mil anos, a população da Terra atingia 250 milhões de habitantes, não havia falta de terra para agricultura, mas as técnicas de cultura inadequadas limitavam a produção.

2 – Há mil anos atrás, não tinha ainda havido sensíveis modificações no panorama, e já se contavam 350 milhões de habitantes.

3 – Quinhentos anos depois, chegava-se à cifra de 450 milhões de habitantes, na época dos grandes descobrimentos marítimos. Em um só ano um terço da população da Europa tinha sido dizimado pela peste negra.

4 – Em 1800, inicia-se a era moderna, com o surto da Revolução Industrial, com as ferrovias cortando os continentes, e com o controle das doenças infecciosas com a descoberta da imunização mediante as vacinas. A população da Terra atinge o seu primeiro bilhão, e a preocupação com o crescimento demográfico leva Malthus a escrever seu célebre ensaio sobre a questão populacional.

5 – No começo do século XX já eram 1,65 bilhões de bocas a serem alimentadas. A fome e a doença ainda freiavam o acréscimo da população na maior parte da Terra.

6 – Na década de 70 a população havia atingido mais de 4 bilhões de habitantes, e inicia-se a preocupação com a preservação dos recursos naturais de nosso planeta, que passa a ser comparado a uma nave espacial em viagem pelo cosmo.

7 – No fim do século XX, a população terá superado 6 bilhões de habitantes. Ninguém sabe quantos mais habitantes poderão ser alimentados e sobreviver em um mundo cujos recursos ameaçam ser exauridos, e cujos problemas de todas as ordens se multiplicam celeremente.

Cerca da metade da população mundial pertence hoje a religiões monoteístas que nominalmente aceitam um Deus Criador de todas as coisas, mas que em geral se inclinam a um compromisso "concordista" com a estrutura conceitual evolucionista. Ainda há muito espaço para a expansão das atividades de associações criacionistas em todo o mundo!

Leia Mais…

A Origem das Línguas: uma síntese

A revista "Creation Ex-nihilo Technical Journal", publicada pela "Creation Science Foundation Ltd.", entidade não-denominacional, sem fins lucrativos, sediada na Austrália, um dos principais periódicos criacionistas atuais, publicou em seu número 3, volume 12, de 1998, o interessante artigo em epígrafe, apresentando uma síntese relativa à origem das línguas de forma bastante consistente com os dados arqueológicos, históricos, bíblicos, e lingüísticos existentes.

A base dos estudos apresentados é a busca de correspondência entre os grandes grupos lingüísticos e a descendência de Noé.

Os lingüistas reconhecem um grupo hamito-semítico no qual as línguas semíticas ter-se-iam originado na Mesopotâmia, e as hamíticas (ou camíticas) no Oriente Médio e na África, o que é consistente com a migração dos descendentes de Cam para o oeste e o sul, os descendentes de Jafé para o norte e o leste, ficando os descendentes de Sem nas vizinhanças da Mesopotâmia.

Sem dúvida, muitas interrogações continuarão sempre a existir, mas aos poucos pode ir sendo construído um quadro da origem das línguas em conexão com o relato bíblico da dispersão dos povos após o dilúvio universal.

Aproveitando os laços que se estabeleceram com o pesquisador Luiz Caldas Tibiriçá por ocasião da realização do Encontro Internacional e III Encontro Nacional de Criacionistas, no mês de janeiro próximo passado, a Sociedade Criacionista Brasileira lhe enviou uma cópia do referido artigo, para análise, e dele recebeu uma interessante carta na qual são feitas considerações de importância, que a seguir são transcritas, para apreciação de nossos leitores:

"Quanto ao trabalho do Sr. Thomas C. Curtis, pouco tenho a dizer. É baseado em fatos históricos conhecidos.

Ele, no entanto, pouco fala sobre línguas ameríndias, que classifica como pertencendo ao grupo páleo-siberiano erroneamente. Este erro deve-se ao velho conceito de Humboldt que supunha terem os indígenas da América transposto o estreito de Bering. Hoje sabemos que nenhum ser humano atravessou esse estreito.

No período glacial, as hordas siberianas, não podendo sobreviver ao norte, desceram ao sul e sudoeste, e além disso, as línguas ameríndias nenhuma relação têm com as siberianas, a não ser os esquimós, que penetraram na América tardiamente pelas Ilhas Aleutas.

As raízes mais antigas da língua maia são semíticas; o tupi deriva do sumeriano; as línguas do Altiplano Andino derivam, algumas diretamente do dravídico, outras do grupo drávida-australiano; as da América do Norte, umas derivam do grupo Munda-polinésico, outras do chinês, do japonês, com vestígios de árabe, celta, germânico, etc. Algumas línguas da América do Sul têm vestígio do copta e do etíope.

Eu não me preocupo com a cronologia. Meu papel de investigador é demonstrar, com fatos, que houve uma língua mãe única, que se espalhou por todos os continentes.

Quanto ao etrusco e o basco, chamados de línguas isoladas, são casos à parte. Não podem ser classificados porque derivam de inúmeras fontes: européias, mediterrâneas, mesopotâmias e asiáticas. E assim também são muitas línguas ameríndias."

E finalizando a sua carta com a apreciação a respeito do artigo de Thomas C. Curtis, Luiz Caldas Tibiriçá dá a importante notícia transcrita a seguir:

"Eu descobri na Bahia, numa localidade chamada Beta, antiga mina com construções antiqüíssimas, que bem pode ser a Ofir dos egípcios, ou a célebre mina de Salomão."

Além desta descoberta, outras foram feitas pelo pesquisador, pouco divulgadas no Brasil, como por exemplo, as ruínas de uma cidade celta, também no sertão da Bahia.

Leia Mais…

Alguns recentes descobrimentos relacionados com o tempo

Harold S. Slusher

Este artigo comenta alguns dados, observações e descobrimentos recentes, que são significativos em relação ao tempo. Se a terra e o Universo são bastante jovens, as implicações são tremendas, uma vez que todas as teorias evolucionistas tornam-se sem sentido sem a imensidão do tempo.

A MASSA "AUSENTE"

As galáxias e os aglomerados das galáxias estão sendo minuciosamente estudadas nos dias de hoje. As galáxias aglomeradas mantêm-se unidas através de forças gravitacionais e, assim, fornecem uma espécie de laboratório para observação das interações de incríveis quantidades de matéria. As galáxias nunca aparecem sozinhas. Encontram-se aos pares ou em aglomerados maiores. Alguns pares ou galáxias múltiplas encontram-se ligadas por meio de pontes de matéria luminosa. Em alguns poucos casos as velocidades das galáxias ao longo da direção radial são da ordem de muitos milhares de quilômetros por segundo de modo que não é provável que essas galáxias estejam gravitacionalmente ligadas. Por isso poderiam ter-se originado bastante recentemente. De um modo geral, a massa das galáxias que são membros de um grupo fisicamente bem isolado ou um aglomerado parece ser menor do que a massa que seria necessária para manter essas galáxias gravitacionalmente unidas.

Uma galáxia é uma coleção de algumas centenas de milhares de estrelas mantidas juntas pela gravidade. A nossa galáxia, a Via Láctea, faz parte de um aglomerado que consiste de cerca de vinte galáxias ao todo, chamado Grupo Local. O Grupo Local é muito pequeno quando comparado com a maioria das centenas de aglomerados assim observados e catalogados.
Um aglomerado médio tem de uma a duas centenas de membros, enquanto que o maior contém diversos milhares de galáxias.

O aglomerado mais aproximado fora do Grupo Local pensa-se que se encontra cerca de 500 bilhões de quilômetros distante no espaço euclidiano. Os aglomerados mais distantes conhecidos encontram-se cerca de 200 vezes mais longe, no limite do universo observável. As distâncias são obtidas através de métodos mais ou menos indiretos com base em pressuposições difíceis de serem comprovadas. Isso deveria sempre ser mantido em mente quando se apresentam distâncias de objetos astronômicos. Dois dos mais ricos aglomerados, um na direção da constelação da Virgem e outro na Cabeleira de Berenice, encontram-se a relativamente pequenas distâncias e têm sido cuidadosamente estudados.

Nas galáxias estudadas no aglomerado da Cabeleira, a velocidade média de recessão é de cerca de 7.000 quilômetros por segundo. Isso é determinado através de estudos dos deslocamentos vermelhos da luz dessas galáxias, que se consideram indicarem um movimento radial na direção do observador ou afastando-se dele, presumindo-se que o deslocamento vermelho da luz estelar é um verdadeiro efeito de Doppler-Fizeau. Cada galáxia individual tem originalmente um movimento menor, fortuito dentro do aglomerado. Essa velocidade é de cerca de diversas centenas de quilômetros por segundo com referência às galáxias vizinhas. Assim, os membros deveriam finalmente escapar do aglomerado da Cabeleira e vagar pelo espaço intergalático se não houver força suficiente para mantê-los aglomerados. Se o Universo tem pelo menos 4,5 bilhões de anos de idade, os fortuitos das galáxias deveriam há muito tempo ter desfeito os aglomerados e as galáxias não poderiam estar tão unidas como se encontram atualmente. Na verdade, não haveria mais aglomerados. A força que neutralizaria esta tendência de fuga é a força da gravidade da massa do aglomerado na galáxia. A força da gravidade da matéria na terra puxa de volta unia bola que é jogada de sua superfície. No aglomerado da Cabeleira, os movimentos fortuitos das galáxias deveriam ser equilibradas pela atração gravitacional da matéria no aglomerado para que fique coeso. Este movimento fortuito das galáxias no aglomerado é chamado de dispersão de velocidade.

A dispersão de velocidade do aglomerado pode ser calculado medindo-se os deslocamentos vermelhos das galáxias. A massa de uma galáxia está relacionada com a sua luminosidade. Quando a massa total de todas as galáxias no aglomerado fica determinada, a força da gravidade pode ser calculada e comparada com a dispersão da velocidade observada. O resultado tem surpreendido e assustado os astrônomos imensamente. No aglomerado da Cabeleira a massa é muito pequena para contrabalançar a dispersão da velocidade, por um fator de sete. Em outras palavras, para cada 7 quilogramas de massa necessários para manter o aglomerado unido, apenas um quilograma pode ser considerado. Não é um assunto sem impor Há apenas quatorze por cento da matéria no aglomerado que deveria estar ali para que o aglomerado se mantivesse coeso. Os astrônomos têm procurado por toda parte essa "massa ausente" mas não se encontra em parte alguma. As coisas pioram nessa pesquisa quando outros aglomerados além da Cabeleira são estudados: duas vezes em cada dez a massa está ausente.

Há quem pense que a " massa ausente" encontra-se no espaço intergalático. Para ser detectada, a matéria deveria emitir alguma forma de radiação eletromagnética como o raio X, luz visível, ou ondas de rádio. A radiação X inócua que incide na atmosfera terrestre pode ser explicada por outros meios além da presença de um material intergalático difuso que permeia o espaço emitindo raios-x. Se existe matéria fria entre as galáxias, ondas de rádio poderiam ser emitidas e os rádio-astrônomos poderiam detectá-las. Contudo, não é o que tem sido observado, e se pequenas quantidades de matéria fria escaparam à detecção seriam muitíssimo pequenas para manter os aglomerados coesos. Um gás quente emitiria raios-x. Certamente a radiação X tem sido notada em associação com algumas galáxias. Mas a presença de radiação tem sido muito bem explicada em termos de não envolvimento de um meio intergalático. Um material levemente quente seria difícil de detectar uma vez que a radiação se encontraria nos limites ultravioleta do comprimento das ondas, que são principalmente expelidas por nossa atmosfera. Contudo, o uso de equipamento de detecção em foguetes de elevadas, altitudes, balões e satélites não indicou um gás levemente quente entre as galáxias. A "massa ausente" não está na forma de um gás difuso no espaço intergalático.

Outras condições têm sido aplicadas a essa "massa ausente". Um estudo da dinâmica da dispersão das galáxias indicaria que a matéria não pode ser postulada como se existisse em um objeto muito maciço que não tem luminosidade. A matéria tem de ser distribuída como um constituinte comum do espaço intergalático. Se alguém diz que os alegados "buracos negros" (que, se existem realmente, teriam um empuxo gravitacional tão tremendamente forte que a luz não poderia escapar de sua superfície e, assim, seriam invisíveis) explicam esta matéria, teriam de supor que esses "buracos negros" sejam tão comuns quanto as galáxias. Como Margon 1, destaca, deveria haver centenas de milhares deles. Não há evidência dessa situação. Novamente é Margon 2 quem diz que a mesma objeção pode ser aplicada às galáxias "mortas" (não luminosas) ou ao grande número de estrelas frias.

A conclusão óbvia parece ser que a "massa ausente" não está realmente ausente uma vez que provavelmente não estava lá desde o princípio. O Universo poderia ser bastante jovem, e outras linhas de evidência dão fortes indícios disso. O momento da dispersão desses aglomerados (o momento em que as galáxias se dispersam deixando de haver aglomerados) é muito, muito mais recente do que a alegada idade evolucionista do Universo. Isto significa que os aglomerados, considerando que não foram destruídos, são jovens, como também as galáxias que os formam. Essas galáxias contêm estrelas que os evolucionistas alegam ser os objetos mais antigos do Universo (de nove a vinte bilhões de anos de idade no esquema evolucionista). Essa rápida dispersão dos aglomerados junto com a sua presença ainda no Universo indicariam que essas estrelas supostamente antigas não são nada antigas. O aglomerado da Cabeleira não poderia ser mais jovem do que a Via Láctea. Portanto, se o aglomerado é jovem, a galáxia é jovem e os objetos dentro da galáxia são jovens. Os momentos de dispersão dos aglomerados encontram-se em apenas alguns poucos milhares de anos no máximo. Portanto a atual existência de aglomerados conclui que o Universo ainda não atingiu em ponto algum essa idade, muito menos a idade exigida pelos evolucionistas.

Tem-se notado que os movimentos do s aglomerados parecem os movimentos dos sistemas fechados que não estão se dispersando. Nesse caso, então, os aglomerados certamente seriam jovens, não tendo atingido um estágio no qual indicassem frouxidão de organização comprovando idade avançada.

Para evitar conclusões quanto ao tempo que constitui o ponto central das hipóteses evolucionistas, os astrônomos avançam.
inventando explicações quanto à "massa ausente". Margon 3, sugere que "chegamos a uni impasse, quase ao ponto que Thomas Kuhn chamou de revolução científica. Aparentemente, a não ser que os dados experimentais estejam espafalhatosamente errados, é inevitável que algum princípio astronômico ou físico acalentado tenha de ruir. Pareceria que o machado teria de cair sobre a idade avançada que é atribuída a priori ao Universo, ao Sistema Solar, à Terra, pois este conceito de imensos períodos de tempo leva a uma posição contraditória e ilógica em certos aspectos da astrofísica.

AS "CONSTANTES" VARIÁVEIS

A radioatividade foi descoberta no final do século passado. Foi declarado logo que nenhum efeito externo poderia alterar as constantes desintegrações dos elementos radioativos. Os elementos radioativos são aqueles elementos químicos que se decompõem em elementos filhos através da emissão ou absorção de energia e partículas no núcleo de seus átomos. Com base em evidências experimentais naqueles primeiros anos de estudo desses elementos concluí-se que a decomposição radioativa não se altera, que a sua taxa não pode ser afetada por meios externos, e que apenas o núcleo dos átomos desses elementos radioativos estavam envolvidos nos processos de decomposição.

Os geólogos imediatamente apoderaram-se desses processos de decomposição como se constituíssem relógios para determinar quando os eventos geológicos ocorreram e qual é a idade da terra. Se o urânio se decompõe em chumbo a uma taxa constante e se a rocha de determinada montanha contém urânio e chumbo, a idade da rocha e da montanha talvez pudesse ser descoberta simplesmente calculando o tempo para se obter o chumbo pela decomposição do urânio. Naturalmente há mais coisas envolvidas, mas essa é a essência do método pelo qual os "relógios" radiométricos funcionam.

Entre as diversas exigências para que um elemento radioativo e seu derivado constituam um "relógio" para os eventos geológicos encontra-se a necessidade de que o "relógio" opere sem variações. Bem, os geólogos evolucionistas há muito ignoraram a evidência da variabilidade no rádio dos halos pleocróicos que indicam que as taxas de decomposição não são constantes e poderiam, assim, negar que alguns elementos radioativos, tais como o urânio, constituíssem relógios. Mas agora temos excelentes evidências de laboratórios de que influências extemas podem alterar as taxas de decomposição. 4 Quatorze diferentes radionuclídeos tiveram suas propriedades de decomposição alteradas, através de efeitos tais como pressão, temperatura, campos elétricos e magnéticos, tensão na disposição monomolecular etc. 5.

Dudley 6 propôs: "Em vez de aceitar que a radioatividade é uma série de acontecimentos não relacionados (expontâneos) que ocorrem sem uma causa anterior, foi criado um método teórico que traduz o conceito do "mar neutrino" da astrofísica e da cosmologia em física nuclear. Este admite que um átomo radiativo é um "sistema ressonante linear sujeito à excitação paramétrica". Assim, a decomposição constantemente usada nas equações para se obter idades dos eventos geológicos torna-se uma variável dependente do estado da energia de todo o átomo e não apenas do núcleo. Meias-vidas não poderiam ser constantes. A constante decomposição seria em vez disso um índice da estabilidade do elemento.

Nesse caso, como as evidências parecem demonstrar, as forças e as tremendas porções de energia envolvidas em alguns processos e acontecimentos no universo poderiam alterar fortemente as taxas de "decomposição". Os supostos "relógios" radiométricos não são, nesse caso, realmente úteis como determinadores de idade. Contudo, na realidade, eles têm sido usados como disfarces, principalmente pelos geólogos, considerando que os pontos de vista preconceituosos da geologia histórico-teórica da fé evolucionista estabelecem a idade da história da terra antes mesmo da descoberta da radioatividade.

QUANTO TEMPO LEVA PARA FORMAR UMA PARTÍCULA INTERSTELAR?

O espaço entre as estrelas é composto de átomos, moléculas e partículas de matéria. As estrelas são supostamente formadas pelo colapso gravitacional das nuvens desse material. É um tanto desconcertante como uma partícula interstelar de matéria se forme considerando que a densidade da matéria no espaço interstelar é tão baixa.

Considere a taxa de crescimento de uma partícula que começa com um pouco de rádio que, naturalmente, vai mudar com o tempo. Se esta partícula se forma no espaço pelo ajuntamento de átomos e moléculas interstelares com esse núcleo quando eles colidem a determinada velocidade, a taxa de crescimento pode ser calculada. Na mais favoráveis condições e com a capacidade máxima possível de junção das partículas, Harwil determinou uma taxa de crescimento de (10) 22 centímetros por segundo (ou dez mil bilhões de bilionésimos de centímetros por segundo). Para atingir o tamanho de apenas cem milionésimos de um centímetro de raio sob tais condições muito favoráveis levaria cerca de três bilhões de anos. Aplicando valores mais prováveis para a capacidade de adesão das partículas, levaria mais tempo do que a alegada idade da galáxia - mais de vinte bilhões de anos. Naturalmente, na suposição da partícula se formar, embora pareça impossível, uma vez que o hidrogênio que estaria depositado sobre a partícula naturalmente se evaporaria muito rapidamente. Os espirros dos prótons que se movimentam rapidamente podem facilmente soltar os átomos da superfície da partícula mesmo depois de fixados. A formação de moléculas apresenta uma tão grande dificuldade quanto a formação de partículas de pó. E fácil destruí-las mas muito difícil, se não impossível, formá-las no espaço interstelar.

Se leva tanto tempo para formar um objeto tão simples como uma partícula interstelar como indicam os cálculos sob as condições mais aspiciosas (que na verdade não existem), como poderiam as imensas idades das estrelas e galáxias terem qualquer credibilidade se levadas a sério? Efeitos tais como a evaporação,, os "espirros" e a pressão do vapor destruiriam quaisquer partículas que se formassem.

CONCLUSÕES

O mito de que um tempo ilimitado está à disposição para os evolucionistas estruturarem os seus esquemas para explicar as coisas tem rolado por aí durante algum tempo. Contudo, as evidências científicas continuam acumulando etiquetas com idades imensas no universo, no sistema solar e na terra, como uma fábula não uma conclusão alcançada pelo apego a uma prova científica.

Leia Mais…

O mecanismo de ajuste fino revelado no delicado equilíbrio das forças que atuam sobre a Terra

Jerry Bergman

Um levantamento crítico dos diversos ciclos relacionados com a matéria e a energia revela que a Terra pode ser comparada a um mecanismo finamente ajustado, de tal forma que desajustes ínfimos podem produzir efeitos adversos críticos para a vida no planeta. Estamos apenas do início do caminho que pode nos levar à compreensão desse complexo equilíbrio e dos seus mecanismos de controle. Neste artigo o autor considera de maneira breve os muitos mecanismos existentes, ilustrando a complexidade do planeta Terra.

O autor, conhecido pelos seus artigos que têm coberto vasta gama de assuntos, ressalta numerosos exemplos que apontam para a existência de um planejamento na criação de nosso planeta, tendo em vista a "complexidade irredutível" que envolve fatores qualitativos e quantitativos que garantem a estabilidade de todos os sistemas físicos, químicos e biológicos existentes para proporcionar a possibilidade da vida em escala planetária.

Dentre outros fatores, são considerados o equilíbrio das temperaturas e dos ciclos geoquímicos, da atmosfera, da hidrofera e da crosta terrestre, com interessantes detalhes que apontam para um projeto altamente eficaz, cumprindo um propósito e um desígnio.

A argumentação básica desenvolve-se em torno do argumento originalmente apresentado por William Paley em sua obra "Teologia Natural", publicada no final dos anos 1700. O raciocínio de Paley era que a enorme complexidade do corpo humano aponta para uma realidade que comprova a existência de um Criador, e fazia então a comparação seguinte: Se uma pessoa encontrar um sofisticado relógio na beira da estrada, saberá que se trata de um artefato projetado por um construtor inteligente, por diferir completamente de outros objetos, como uma pedra, por exemplo, na qual não há vestígios evidentes de um planejamento humano.

A mesma argumentação o autor utiliza com relação ao planeta Terra, que na realidade é uma máquina de precisão projetada de maneira muito mais complexa do que um relógio finamente trabalhado.

Leia Mais…

Teria a ciência capacidade para formar uma moderna concepção de mundo?

Steve W. Deckard

O propósito do artigo, é proceder a uma revisão da literatura relevante relacionada com o uso da ciência e da teoria evolucionista como base para o desenvolvimento de uma concepção pessoal de mundo. O desenvolvimento de uma concepção pessoal de mundo, útil e coerente, constitui parte importante do crescimento intelectual e espiritual. É importante também que as pessoas sejam capazes de discernir as concepções de mundo dos outros. Destaca-se que a formação de uma moderna concepção de mundo requer mais do que a compreensão da ciência e da teoria da evolução. Devido ao fato de que a formação de uma concepção de mundo tem a ver com a questão da verdade, somente uma concepção baseada no criacionismo será frutífera. A ciência em si e por si é incapaz de criar uma concepção de mundo útil, devido à sua natureza subjetiva.

O autor procede inicialmente a uma revisão crítica da literatura mais relevante relacionada com o uso da Ciência e da Teoria da Evolução para o desenvolvimento de uma concepção pessoal de mundo. Destaca que a formação de uma moderna concepção de mundo requer mais do que a compreensão da Ciência e da Teoria da Evolução, pois tem a ver com a questão de que o que vem a ser a verdade, o que por sua vez transcende o âmbito das ciências naturais.

São abordadas as raízes da concepção evolucionista do mundo, após serem destacadas as duas alternativas excludentes entre si - o Criacionismo e o Evolucionismo.

São interessantes as declarações de evolucionistas a respeito da controvérsia entre as concepções criacionista e evolucionista, como a seguinte de Douglas Futyma:

"A Criação e a Evolução, em seu conjunto, exaurem as possíveis explicações para a origem dos seres vivos. Ou os organismos surgiram sobre a Terra plenamente desenvolvidos, ou não. No caso negativo, eles devem ter-se desenvolvido a partir de espécies pré-existentes, mediante algum processo de modificação. Se realmente surgiram em um estado plenamente formado, eles devem ter sido criados por alguma inteligência onipotente".

Leia Mais…

Princípios básicos da Ciência, Evolucionismo e Criacionismo

Ruy Carlos de Camargo Vieira

A região correspondente à observação direta e à sua extensão proporcionada com o auxílio de instrumentação específica é o campo que corresponda às atividades da ciência propriamente dita.

Para além das fronteiras dessa região atinge-se o Campo dos Modelos, Teorias e Deduções, onde também se desenvolvem atividades científicas, mas num processo sinérgico em que são assumidas hipóteses para a construção de teorias, que serão testadas a seguir, para comprovar a sua adequação para a descrição da realidade física.

A partir da conceituação moderna de ciência, são tecidas considerações sobre o método científico e os roteiros para a sua aplicação.

Finalmente, é feita uma análise crítica a respeito do Evolucionismo e do Criacionismo à luz da Ciência, ficando claro que ambos são estruturas conceituais, que partem de pressupostos distintos, para a explicação da realidade física.

Leia Mais…

População Pré-Diluviana

H. M. Morris

Algumas pessoas têm sido céticas sobre a possibilidade de um crescimento rápido da população antediluviana no decorrer dos cerca de 1.656 anos registrados desde Adão até o Dilúvio. É instrutivo, portanto, fazer alguns cálculos sobre as probabilidades do crescimento populacional, como segue:

Suponhamos que a Terra tivesse uma população inicial de duas pessoas, prontas para assumir suas responsabilidades de marido e mulher e portanto como pais. Suponhamos também, que o número médio de filhos por família (crescendo até a maturidade e ao casamento) fosse 2c, sendo c meninos e c meninas. Na primeira geração seguinte haveria c famílias, com 2c pessoas, e mais as primeiras duas ainda supostamente vivas. Na segunda geração, na mesma base, haveria c x 2c ou 2c2 pessoas. Na terceira geração 2c3 e assim por diante. O número total de pessoas no fim de n gerações, supondo não ter havido falecimentos, poderia ser calculado pela soma dos termos da série:

Sn=2+2c+2c2+2c3+... 2cn

A soma Sn pode ser calculada, mais facilmente pela expressão obtida do estudo das séries e sucessões, a partir das considerações anteriores:

Sn=2(cn+1-1) / c-1

Levando em conta os falecimentos a partir da primeira geração, e supondo que o intervalo médio de vida possa ser representado por x gerações, as pessoas que já teriam falecido por ocasião da nésima geração seriam as que estivessem na (n-x)ésima geração ou antes, somando então o valor

Sn-x=2(cn-x+1-1) / c-1

A população total por ocasião da nésima geração seria então a diferença entre Sn e S(n-x), que após se efetuar os cálculos, daria:

Pn= {2/c-1} (cn-x+1)(cx-1)

A partir dos dados constantes do livro de Gênesis, para o cálculo da população por ocasião do dilúvio poderiam ser fixadas de forma bastante conservadora os valores c=3, x=5 e n=16,56, correspondentes a uma família média com 6 filhos, geração média com 100 anos, e um intervalo médio de vida de 500 anos.

Com base nesses dados a população mundial por ocasião do dilúvio (cerca de 1656 anos após Adão) teria atingido cerca de 235 milhões de pessoas, estimativa esta bastante conservadora.

Evidentemente, outros valores médios poderiam ser fixados, e os resultados seriam diferentes. Entretanto, como primeira aproximação o valor obtido acima apresenta uma ordem de grandeza ilustrativa.

Leia Mais…

Planeta Terra: plano ou acidente?

Stuart E. Nevins, M.S.

De onde veio a terra? Através de que processo ela foi construída? Será que uma inteligência onisciente planejou e dirigiu a criação de nosso planeta? Ou será que a terra evoluiu através de processos desgovernados, ao acaso, sem um plano supervisionado? As respostas de uma pessoa às perguntas acima vão afetar significativamente o seu ponto de vista pessoal em relação à origem, propósito e destino de ambos, a terra e o homem.

Considerando que os cientistas concordam que a terra não existiu eternamente, a lógica simples determina que não existe posição intermediária nessa importante questão do plano versus acidente. Ou uma mente superior planejou e criou nosso planeta, ou todo ele se originou através de um acidente fortuito, sem planejamento e sem propósito! Para ajudar a resolver a questão vamos considerar alguns fatos espantosos acerca da Terra.

A TEMPERATURA DA SUPERFICIE DA TERRA

A temperatura média da superfície da Terra depende de diversos fatores, sendo os dois mais importantes a distância entre a Terra e o Sol e a inclinação do eixo rotacional da Terra. De importância secundária em relação à temperatura da superfície da Terra temos a área dos continentes, a quantidade de Terra coberta pela luz e calor, as massas refletoras de gelo (geleiras) e a quantidade de dióxido de carbono e vapor de água que afeta a transparência da atmosfera tanto para o calor que entra como para o que sai.
O fator mais importante que afeta a temperatura da Terra é obviamente a distância entre a Terra e o Sol. Se a Terra se aproximasse alguns milhares de quilômetros do Sol, a superfície da Terra se tornaria mais quente provocando o derretimento das geleiras. Com a diminuição da área das geleiras, a refletividade total da superfície de nosso planeta diminuiria através desse processo e absorveria mais o calor do Sol. O derretimento das ge­leiras provocaria um aumento do nível do mar e, além de inundar a maioria de nossas cidades modernas, criaria uma área total de superfície oceânica maior. Considerando que a água do mar absorve maiores quantidades de radiação solar do que a mesma área de massa terrestre, o aquecimento da Terra seria também incrementado. Além disso, depois de aumentar a temperatura dos oceanos, grande par­te do dióxido de carbono dissolvido nos oceanos seria acrescentado à atmosfera junto com grandes quantidades de água por causa do aumento de evaporação. O nível do dióxido de carbono e do vapor da água da atmosfera aumentado produziria nova­mente um significativo aumento da temperatura. Considerando tudo isso, uma diminuição por menor que seja na distância entre a Terra e o Sol te­ria um efeito drástico de aquecimento da superfície da Terra.
E o que aconteceria se a Terra se afastasse alguns milhares de quilômetros do Sol? O inverso da situação anterior é o que resultaria. Teríamos grande parte de nosso planeta coberto de gelo, associado a um aumento da refletividade do calor do Sol. O oceano cobriria uma porção menor da superfície da Terra e o importante processo da absorção do calor pela água do mar diminuiria. Considerando que o oceano ficaria mais frio, a evaporação seria menor com menos vapor de água na atmosfera para reter o calor. Grande parte do dióxido de carbono da atmosfera se dissolveria no oceano mais frio. Certos cálculos demonstram que uma diminuição de dióxido de carbono no ar até a meta­de do seu nível atual diminuiria a temperatura média da superfície da Terra em cerca de 4 graus Celsius! Assim, aumentar a distância entre a Terra e o Sol resultaria em um pro­fundo efeito de resfriamento de nosso planeta.
Dos comentários acima vemos que a Terra está exatamente na distância adequada do Sol para manter a temperatura de sua superfície apropriada para a vida e para os muitos e importantes processos geológicos! Para o evolucionista a distância entre a Terra e o Sol é um estranho acidente, mas para o criacionista é um maravilhoso testemunho do planejamento de Deus.

A INCLINAÇÃO E A ROTAÇÃO DA TERRA

O eixo da rotação da Terra está inclinado em 23,5 graus relativamente à perpendicular do plano da órbita terrestre. Essa inclinação provoca as quatro estações. Durante os meses de maio, junho e julho, o hemisfério norte fica apontado para o Sol, fazendo o hemisfério aquecer-se e provocando nele a estação chamada verão. Durante os meses de novembro, dezembro e janeiro o hemisfério norte afasta-se do Sol, provocando diminuição da temperatura e a estação chamada inverno. Por que essa inclinação é de 23,5 graus? Por que não algum outro valor?
O que aconteceria se a Terra não tivesse inclinação, e o eixo da rotação permanecesse perpendicular ao plano da órbita? Não teríamos estações e a temperatura da superfície da Terra em qualquer ponto dela seria a mesma tanto em julho como em janeiro. A região equatorial de nosso planeta seria intoleravelmente quente o ano inteiro e os pólos permaneceriam muito frios. O gelo se acumularia nos pólos. Os padrões do tempo seriam estacionários com massas de ar frio e quente permanentemente posicionadas. Algumas regiões seriam muito áridas. Apenas as latitudes médias seriam confortáveis para a habitação humana e adequadas à lavoura. Apenas a metade de nossas terras cultiváveis se­riam produtivas.
E o que aconteceria se a Terra tivesse o dobro da atual inclinação? Temperaturas extremas entre as estações seriam muito mais pronuncia­das. Até mesmo as latitudes médias sofreriam um calor intolerável no verão e um frio insuportável no inverno. Grande parte da Europa e da América do Norte experimentaria uma escuridão muito prolongada no inverno e dias muito longos no verão. A vida se­ria intolerável na maior parte da superfície da Terra.
A Terra gira uma vez em cada 24 horas produzindo o intervalo de tempo chamado "dia". Se a Terra girasse mais devagar, teríamos temperaturas mais extremas de dia e de noite. Outros planetas têm "dias" que são mui­tas vezes mais longos do que os da Terra, produzindo temperaturas causticantes durante o dia seguidas de noites congelantes. A rotina normal diária das plantas e dos animais seria impossível se o dia da Terra fosse muito mais Curto do que o atual. O dia de 24 horas parece ser ótimo, ser­vindo para equilibrar a temperatura da Terra (mais ou menos como um peru que gira no espeto da churrasqueira).
Assim, dificilmente poderíamos melhorar o atual arranjo de inclinação e de rotação que parecem ser planejados para o conforto e a economia. Nossa atual inclinação provoca as estações associadas a flutuações no tempo, produzindo urna quantidade máxima de terras cultiváveis e estações agradáveis. A atual rotação da serra ajuda a aquecer uniformemente a sua superfície e provoca ventos e correntes oceânicas.

A ATMOSFERA DA TERRA

A atmosfera da Terra é composta de quatro importantes gases. O gás mais abundante é o nitrogênio (N2) que compõe cerca de 78% da atmosfera. O oxigênio (O2) é o segundo ingrediente mais comum, estando presente na quantidade de 21%. O gás argônio (Ar) é o terceiro com um pouquinho menos de 1%. O quarto é o dióxido de carbono (CO2), presente a 0,03%.
Em nosso estudo sobre a atmosfera vemos que os seus gases podem ser divididos em duas categorias principais: gases inertes e reativos. O argônio é inerte e o nitrogênio é relativa­mente inativo. Estes participam em pouquíssimas reações químicas. Realmente é muito bom que o nitrogênio não se combine facilmente com o oxigênio, pois, caso contrário, teríamos um oceano cheio de ácido nítrico.
O oxigênio é o gás reativo mais comum em nossa atmosfera. Sua presença abundante é o aspecto que mais caracteriza nossa atmosfera, pois não foi encontrado na atmosfera de nenhum outro planeta a não ser em quantidades muito diminutas.
Por Outro lado, o nitrogênio e o oxigênio reagem rapidamente com os outros gases, com os compostos orgânicos e com as rochas. O atual nível de oxigênio parece ser ótimo. Se o tivéssemos em maior quantidade, a combustão ocorreria com mais energia, as rochas e os metais se desgastariam mais depressa, e a vida seria adversamente afetada. Se o oxigênio fosse menos abundante, a.respiração seria mais difícil e teríamos uma quantidade reduzida de ozônio (O) na atmosfera superior que serve de escudo à superfície da Terra dos raios ultravioleta que são mortais.
O dióxido de carbono também é um gás reativo que forma parte essencial de nossa atmosfera. Ele é necessário às plantas, serve para efetivamente captar a radiação do Sol e misturá-la com a água para formar um ácido que dissolve as rochas acrescentando ao oceano uma substância importante chamada bicarbonato. Sem um contínuo suprimento de carbono da atmosfera, a vida seria impossível.
Importante como é o dióxido de carbono à atual vida na Terra, ele compreende apenas a insignificância 0,03% de nossa atmosfera! Contudo, essa pequena quantidade parece ser ótima. Se tivéssemos menos dióxido de carbono, a massa total das plantas terrestres e marinhas diminui­ria, havendo menos alimento para os animais, o oceano conteria menos bi­carbonato, tornando se mais ácido, e o clima se tornaria mais frio por causa da transparência aumentada da atmosfera ao calor. Embora um aumento de dióxido de carbono na atmosfera causasse aumento de flora (uma circunstância benéfica para o lavrador), haveria alguns efeitos colaterais ruins. Se o dióxido de carbono aumentasse cinco vezes a sua porcentagem (o nível ótimo para a produtividade orgânica), provocaria um aumento da temperatura da superfície da Terra em algumas dezenas de graus Celsius! Um grande aumento de dióxido de carbono também aceleraria tanto o desgaste dos continentes que um excesso de bicarbonato nos oceanos levaria a uma condição alcalina desfavorável vida.
A densidade ou pressão total de nossa atmosfera parece ser a ideal. A densidade é muito importante pois age como um cobertor térmico protegendo a Terra da frieza do espaço. Se a Terra tivesse um diâmetro maior, com uma atmosfera mais densa, o efeito de cobertor térmico seria acentuado, produzindo um clima muito mais quente. Se a Terra tivesse um diâmetro menor, com uma atmosfera menos densa, haveria um clima mais frio. Como já dissemos antes, a Terra tem a temperatura correta, provando que a atmosfera tem a densidade própria e que a Terra tem o tamanho adequado!
A atmosfera também serve para filtrar a luz ultravioleta e os raios cós­micos. Ambos são danosos para a vi­da e seriam muito mais comuns na superfície da Terra se a atmosfera fosse menos densa. Ela também queima meteoritos: A comunicação através das ondas longas do rádio só é possível porque a atmosfera tem a densidade correta para refletir algumas freqüências de rádio. Além disso, ela reflete o ruído estelar indesejável que poderia interferir com o rádio.
Essa análise indica que a nossa atmosfera tem a composição e a densidade corretas. Como poderia ter si­do formada se não fosse pelo planejamento e realização divinas?

O MUNDO OCEÂNICO

A água é um composto extremamente raro no espaço. Uma reserva permanente de água líquida, uma ocorrência muito improvável no espaço, só existe na Terra, até onde sabemos. Nosso planeta possui um suprimento abundante calculado em cerca de 1392 milhões de quilômetros cúbicos de água líquida.
A água em forma líquida possui propriedades físicas e químicas muito exclusivas que a tornam ideal como componente principal da vida e a solução do mundo oceânico. O solvente característico da água, por exemplo, toma possível que todos os nutrientes essenciais necessários à vida sejam dissolvidos e assimilados. O fato de a água ser transparente à luz visível possibilita às algas marinhas a realização da fotossíntese abaixo da superfície oceânica e permite que os animais do mar vejam através da água. A água é uma das poucas substâncias que se expande quando congela, evitando que nossos lagos e oceanos congelem de baixo para cima.
Uma das mais notáveis propriedades da água é a sua capacidade elevada de captar e manter o calor. O oceano é menos refletivo do que a Terra à radiação solar entrante e, por isso, absorve mais energia solar do que áreas idênticas da Terra. Também é necessário muito mais calor para elevar a temperatura de uma unidade de água do mar em um grau do que seria necessário para uma massa idêntica dos continentes. Considerando que a temperatura média do oceano é de cerca de 7,2o Celsius, o oceano esfria as porções de terra equatorial mais quentes do nosso planeta e aquece as regiões polares mais frias. Além disso, as correntes oceânicas provocadas pela rotação da Terra servem para fazer circular a água do mar e evita que os mares equatoriais se tornem quentes demais e os mares polares se tornem frios até o congelamento total.
Além da água, o mundo oceânico também serve como um reservatório para determinados produtos químicos muito importantes. Grande parte do dióxido de carbono do nosso planeta é dissolvido na água do mar, estando em equilíbrio com a atmosfera. O recente acréscimo de grandes quantidades de dióxido de carbono na atmosfera através da queima de combustível fóssil não elevou significativamente a porção desse gás na atmosfera. Grande parte do dióxido de carbono derivado da combustão foi absorvido pelo oceano.
Desses nossos comentários fica evidente que a presença do oceano em nosso planeta é uma evidência do planejamento e da providência de Deus. Não sabemos de nenhum outro planeta que tenha um suprimento permanente de água líquida. As propriedades químicas e físicas de água líquida são necessárias à sobrevivência, O mundo oceânico regula a temperatura da Terra e serve como um reservatório de muitos e importantes produtos químicos.

A CROSTA TERRESTRE

Os continentes que cobrem 29% da superfície de nosso planeta têm uma elevação média de cerca de 836m acima do nível do mar. o mundo oceânico que cobre 71% da superfície da Terra tem uma profundidade média de cerca de 3.812m! Por que te­mos continentes assim tão elevados junto com bacias oceânicas tão pro­fundas? Seria de se esperar, usando simples estimativas das probabilidades, que a Terra tivesse uma elevação mais ou menos uniforme.
Se fôssemos raspá-los e jogá-los nos lugares mais profundos dos oceanos para fazer uma Terra de elevação igual, teríamos uma Terra de aproximadamente 2.440m de água! Nenhuma área da Terra ficaria exposta e a vida terrestre não existiria. Não haveria mares costeiros rasos com regiões ecológicas nas quais as criaturas da vida marinha pudessem proliferar. O oceano com uma Terra de elevação uniforme seria quase desprovido de vida.
Temos dois motivos principais por que os continentes permanecem elevados acima do fundo do mar. Primei­ro, os continentes são feitos de rochas que, como um todo, são menos densas do que as rochas do fundo do oceano. Segundo, a crosta continental é geralmente mais de duas vezes mais grossa do que a crosta oceânica. A diferença em densidade e espessura entre as crostas continental e oceânica é exatamente aquela que é necessária para manter o atual "bordo livre" dos continentes acima do fundo oceânico! Para o evolucionista isso é um acidente interessante. Mas para o criacionista esses fatos indicam o plano de Deus.
O estudo de meteoritos tem revela­do que os elementos ferro e oxigênio São mais ou menos iguais na quantidade. Até onde sabemos acerca da densidade e da estrutura da Terra, os geólogos dizem que o ferro é o ele­mento mais comum na massa terrestre, sendo um pouquinho mais abundante do que o oxigênio. Contudo, quando se considera a crosta terrestre, os geólogos calculam que o oxigênio é cerca de oito vezes mais abundante do que o ferro! Além disso, a crosta terrestre tem quantidades in­comumente grandes de silício, magnésio e alumínio.
Se tivéssemos quantidades maiores de ferro e magnésio na crosta, o oxigênio da atmosfera rica em oxigênio se tornaria impossível. Nossa atual crosta, diferente de outros planetas e meteoritos, já é altamente oxidada e portanto permite uma atmosfera oxidante. Assim, a composição da crosta prova a sabedoria divina.

CONCLUSÃO

Duas diferentes conclusões podem ser tiradas dos dados que acabamos de apresentar. Eles indicam que urna Mente onisciente planejou e idealizou nosso espantoso planeta, ou que ele se originou de um acidente fortuito sem nenhum plano, ou desígnio. Não há meio termo! E preciso decidir: Deus ou o acaso!
A pessoa que é evolucionista consistente vai atribuir as muitas maravilhas de nosso planeta (a temperatura da superfície da Terra, sua inclinação e rotação, a atmosfera, o oceano e a crosta) ao acaso desorientado. Tal conclusão, embora não seja impossível, exige muita fé em acontecimentos extremamente improváveis. É co­mo se imaginássemos que a Mona Lisa surgiu de pingos de tinta jogados sobre a tela.
O criacionista, de outro lado, reconhece que a única dedução racional a que se pode chegar a partir desses dados é que as maravilhas da Terra devem a sua origem à inteligência e à obra das mãos de Deus. Foi o salmista que disse:
"Nas suas mãos estão as profundezas da terra, e as alturas dos montes são suas. Seu é o mar, e ele o fez, e as suas mãos formaram a terra seca. Ó, vinde, adoremos e prostremo-nos; ajoelhemos diante do Senhor que nos criou." (Salmo 95:4-6).

AUTOR: Stuart E. Nevins tem B.S. e M.S em geologia e é professor assistente de geologia no "Christian Heritage College".

Leia Mais…